A falta de vontade de fazer amor, ou libido baixa, pode rolar com qualquer pessoa, e os motivos são vários: vai de coisas hormonais até questões emocionais e físicas. Tipo, aquela correria do dia a dia, ansiedade lá em cima, estresse pegando pesado, depressão dando as caras, remédios com efeito colateral e até doenças crônicas. Tudo isso pode dar uma boa bagunçada no desejo.
A psicóloga e sexóloga Fernanda Purificação, numa entrevista pra CNN, explicou que a tal da libido é mais complicada do que parece. Não é só o físico, tipo hormônios, que manda na parada. Tem a ver também com a cabeça, o que a gente tá sentindo, e até com o que tá rolando ao nosso redor. Resumindo: não dá pra olhar só pros hormônios, tem que ver o pacote completo — corpo e mente.
Segundo a Fernanda, mesmo hormônios como a testosterona (pros homens) e o estrogênio (pras mulheres) sendo super importantes, a parte emocional não pode ser deixada de lado. Às vezes, o problema tá mais na cabeça do que no corpo. É o caso clássico: a pessoa até tem saúde, mas tá passando por uns perrengues mentais, e aí a vontade vai embora.
Agora, claro, nem toda vez que você não quer transar é um problema. Tipo, quem nunca passou uns dias, ou até semanas, meio “de boa” nessa questão? O problema é quando isso começa a virar rotina, sabe? Quando você percebe que tá sempre assim, sem vontade, e isso começa a pegar mal na sua vida, nos seus relacionamentos. Aí, sim, vale acender o alerta vermelho. A própria Fernanda fala que é bom ficar de olho se esse desinteresse tá atrapalhando o comportamento ou os sentimentos em relação a fazer amor. Tipo, se já tá rolando uma distância emocional, é hora de parar e olhar com mais atenção.
Mas, então, o que causa essa baixa de libido?
De acordo com a sexóloga, tem uma lista de coisas físicas que podem tirar seu apetite de se relacionar. Doenças como diabetes, hipertensão, problemas no coração, obesidade, falta de sono e sedentarismo são alguns exemplos. E o que deixa a coisa mais complicada é que, normalmente, essas questões tão todas misturadas. Tipo, quem tem diabetes, por exemplo, pode também ter problemas de sono, e aí a bola de neve só cresce.
E pros mulheres, em especial, a história é ainda mais longa. Muitas vezes, a falta de desejo pode estar relacionada à pílula anticoncepcional, ao pós-parto, à menopausa e, olha só, até a um relacionamento que não vai bem. Em certos casos, o problema tá mais no parceiro do que no corpo dela.
Nessas horas, exames ajudam a descobrir o que tá rolando. Coisas como testosterona, vitamina b12, glicemia e outros marcadores podem dar uma pista do que tá errado. E, claro, um bom profissional da saúde — ginecologista, urologista ou endocrinologista — pode fazer toda a diferença nessa investigação.
Agora, no lado psicológico, as causas também são várias: estresse (sempre ele!), ansiedade, problemas de autoestima, traumas, depressão, e claro, tretas no relacionamento. Tudo isso pesa na balança. E, às vezes, a solução tá mais num divã, com um psicólogo ou psiquiatra, do que no consultório médico.
Como sair dessa?
Pra Talita Pavarini, enfermeira que manja das práticas integrativas, o lance é olhar pra saúde e relações amorosas com carinho, como parte da saúde física e mental. Ela defende que é importante tratar essas questões sem tabu, com uma visão mais generosa e menos crítica.
Algumas dicas que ela dá incluem melhorar a alimentação, fazer exercício, checar os níveis hormonais e procurar formas de reduzir o estresse, tipo meditação e aromaterapia (isso mesmo, cheirinho de óleo essencial pode ajudar!). Entre os óleos mais recomendados, ela cita uns nomes chiques, como ylang ylang, jasmim, patchouli, gengibre e até canela.
Por fim, buscar um médico pra entender as causas mais a fundo é sempre o caminho mais seguro. Às vezes, é só um remédio que você tá tomando que tá atrapalhando tudo, e trocar pode ser o que vai resolver.
Enfim, é isso. Ficar de olho na sua saúde, tanto física quanto mental, é o caminho pra retomar o desejo e viver com mais prazer, sem neuras!