O protocolo que confirma a morte encefálica, ou seja, quando o cérebro para de funcionar completamente, leva em torno de 48 horas pra ser concluído. E, nesse caso do Benjamim, foi finalizado na tarde dessa quarta-feira (9). É um processo demorado, porque os médicos precisam ter certeza absoluta, né, fazer vários exames pra confirmar tudo. É triste, mas é necessário.
O que aconteceu foi que o Benjamim comeu um pedaço de bombom que ele recebeu de um amigo da escola. Esse amigo também acabou comendo o mesmo doce e, infelizmente, morreu no mesmo dia. Os dois meninos foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que fica em Del Castilho. Chegaram lá com os mesmos sintomas: vômito e muita fraqueza. Imagina o susto dos pais, né? Ver os filhos assim, tão pequenos, e sem entender direito o que tá acontecendo.
Agora, a polícia tá investigando o caso pra tentar descobrir quem foi a mulher que deu o bombom pras crianças. Uma testemunha que tava lá disse que uma mulher que ninguém conhecia passou de moto e ofereceu o doce pras crianças que estavam brincando na rua. Dá pra imaginar a cena, né? As crianças ali, distraídas, brincando, e de repente aparece alguém e dá um presente. Criança não pensa no perigo, só vê um doce e aceita na hora, sem pensar duas vezes.
Os meninos deram entrada na UPA com sintomas parecidos, os dois vomitando bastante e já meio desmaiados, bem fracos mesmo. No dia, o pai do Benjamim, Felipe Rodrigues, contou que o filho começou a passar mal logo depois de voltar da escola, lá pelas 17h30. Ele tava bem até então, mas foi chegar em casa e os sintomas começaram.
“Os sintomas [das crianças] eram muito iguais. Os dois estavam vomitando, desfalecidos. Então, a gente começou a assimilar. Ela [mãe do Ythallo] falou onde que ela morava, que era na região de Cavalcanti, e daí a gente ouviu que ele também estudava na mesma escola que o Benjamin, que é o meu filho. Então, a gente começou a se conectar por histórias”, explicou Felipe Rodrigues. Ele parecia bem abalado, afinal, ninguém espera passar por uma situação dessas, ainda mais com criança. Dá pra imaginar o desespero.
Ele comentou que, conversando com a mãe do Ythallo, eles descobriram que os dois meninos estudavam na mesma escola e moravam em bairros próximos, o que fez as histórias se conectarem. Era uma coincidência grande demais pra ser só coincidência, entende? Foi aí que eles começaram a ligar os pontos e perceber que tinha algo errado com aquele bombom que as crianças comeram.
Enquanto isso, a polícia segue tentando descobrir quem foi essa mulher misteriosa. Tão perguntando pela região, tentando achar mais testemunhas que possam ter visto alguma coisa. A esperança é que alguém consiga dar uma pista que leve até essa pessoa, porque é importante entender o que realmente aconteceu. Não dá pra saber ainda se foi algum tipo de maldade ou uma coisa acidental, mas de qualquer forma, é fundamental que tudo seja esclarecido.
A situação é de partir o coração, porque ninguém espera que uma simples ida à escola possa terminar em tragédia. A gente vê tanta coisa acontecendo por aí, mas nunca imagina que isso vai acontecer com a gente, né? Com os nossos filhos. É aquele tipo de notícia que a gente só vê no jornal e torce pra nunca ser a nossa realidade.
Os médicos que atenderam as crianças na UPA fizeram de tudo, mas parece que o estado dos meninos já era muito grave quando chegaram lá. É complicado, porque nesses casos o tempo é tudo. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de recuperação. Mas mesmo com todo o esforço, às vezes não é o suficiente. Agora, fica a espera por justiça e por respostas sobre como e por que isso tudo aconteceu.
A comunidade tá toda abalada, e a escola onde os meninos estudavam também. As pessoas estão assustadas, tentando entender como alguém pode ter oferecido algo perigoso pra crianças assim, sem motivo aparente. É uma tristeza sem fim, e todo mundo só quer que essa história tenha uma explicação. A gente torce pra que a polícia consiga resolver o caso logo e que isso sirva de alerta pra outros pais e pra comunidade em geral.