Olha, se tem um nome que qualquer pessoa que trabalhou ou acompanha publicidade no Brasil conhece é o do Washington Olivetto. Ele foi, sem dúvida, um dos maiores criativos do país, senão o maior, né? Famoso no mundo todo, ganhou prêmios internacionais e tudo mais. Ele faleceu neste domingo, dia 13, aos 73 anos. Uma perda enorme, porque ele marcou demais a história da propaganda brasileira.
O cara era gênio, sabia? Ele é responsável por várias campanhas que todo mundo lembra até hoje, tipo os comerciais da Bombril, que bombaram nos anos 90. Acho que quem viveu essa época lembra bem do “Garoto Bombril”, interpretado pelo ator Carlos Moreno. Era impossível ligar a TV e não ver ele lá, falando sobre as mil e uma utilidades do produto. E foi Olivetto quem criou tudo isso, transformando a marca em um sucesso total, algo que marcou tanto que até hoje é lembrado.
Além disso, Olivetto trabalhou com outras marcas e sempre conseguia dar aquele toque especial nas campanhas. E não foi só aqui no Brasil que ele fez sucesso não. Ele também ganhou destaque lá fora. Um dos exemplos mais famosos foi o comercial “Meu Primeiro Sutiã”, da Valisère, de 1987. Esse anúncio era sobre aquela fase de transição pra vida adulta que toda menina passa, e o jeito que ele mostrou isso foi tão sensível que acabou entrando na lista dos 100 comerciais mais influentes de todos os tempos.
E olha que não é pouca coisa, viu? Afinal, ele conseguiu fazer um comercial que tocava as pessoas de um jeito muito natural, falando de um tema super delicado e importante. Acho que muita gente se emocionou com aquilo e, de certo modo, ele conseguiu falar com várias gerações.
Outro trabalho dele que ficou famoso foi o filme “Hitler”, feito pra Folha de S.Paulo em 1989. A ideia era bem impactante: o comercial mostrava as “coisas boas” que Hitler tinha feito pela economia da Alemanha, mas sem revelar que era ele. E aí, no final, quando o nome é revelado, vinha a frase: “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”. Era uma crítica direta sobre como as informações podem ser manipuladas, sabe? E é um daqueles comerciais que te fazem pensar mesmo, que não sai da cabeça. Pra quem trabalha com publicidade, é tipo um estudo de caso até hoje.
Além de tudo isso, o Olivetto tinha uma visão muito clara do papel da comunicação, algo que ele sempre falava em entrevistas. Em 2020, quando ele estava morando em Londres, ele deu uma entrevista pro programa Poder em Foco, do SBT, e comentou sobre como os governos tavam lidando com a pandemia da covid-19. Ele disse que o momento era pra informar e não pra persuadir, mas que os políticos, na maioria dos países, tavam mais preocupados em se vender do que em informar de verdade. “Esse é o momento para informação”, ele disse. Acho que, mais uma vez, ele mostrou que sabia do que tava falando, né?
O cara era genial mesmo. Ele conseguia enxergar o que muita gente nem percebia, e sempre soube usar as palavras e as imagens do jeito certo pra impactar, pra emocionar. Por isso, tanta gente admirava o trabalho dele, tanto aqui quanto fora do país.
Eu lembro de ter visto vários desses comerciais quando era mais novo e, mesmo sem entender direito, eu achava incrível. E é isso que é mais legal: a capacidade de um bom publicitário de tocar todo mundo, seja com humor, com emoção ou com uma crítica mais séria. Washington Olivetto fez tudo isso e mais um pouco.
Agora, é triste saber que ele se foi, mas o legado dele continua. Acho que vai ser difícil alguém alcançar o nível de impacto que ele teve na publicidade, porque o cara realmente fez história. Vamos lembrar sempre das criações dele, que marcaram época e continuam relevantes até hoje. Fica aquele sentimento de gratidão por tudo que ele trouxe pro mundo da propaganda, e uma saudade, claro, porque gente com talento assim é rara.