Sargento grava vídeo antes da morte de toda a tripulação em Ouro Preto

Então, essa notícia aí do helicóptero do Corpo de Bombeiros que caiu em Ouro Preto, Minas Gerais, é bem triste. O sargento Gabriel, um dos seis que morreram no acidente, tinha só 29 anos. Ele chegou até a gravar um vídeo pouco antes de entrar na aeronave, sem nem imaginar o que iria acontecer. O helicóptero tinha decolado na tarde de sexta (11/10), mas acabou desaparecendo, e só no sábado de manhã (12/10) confirmaram o acidente. Foi um choque pra todo mundo.

No vídeo, dá pra ver o sargento Gabriel filmando ele mesmo, com parte da rodovia ao fundo. Eles estavam ali no trevo que dá acesso a Ouro Preto, tinham feito um pouso por causa do mau tempo. O clima tava complicado mesmo, muito nevoeiro cobrindo a área. Não demorou muito pra eles decolarem de novo, e foi aí que o helicóptero bateu contra a Serra de Ouro Preto. Infelizmente, todos que estavam a bordo morreram: quatro militares, um médico e um enfermeiro. Tristeza sem tamanho.

Essa foi a primeira vez que um acidente com helicóptero do Corpo de Bombeiros de Minas resultou em mortes. Algo inédito e devastador pra corporação. De acordo com a Defesa Civil de Ouro Preto, o helicóptero colidiu com o paredão rochoso a uns 25 metros do pico da serra. Como o lugar era super íngreme, a equipe de resgate teve que usar cordas e técnicas de montanhismo pra retirar os corpos. Uma operação delicada e dolorosa pra todos os envolvidos.

Eles estavam voltando de uma missão de atendimento a um acidente de avião monomotor em São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto. O piloto dessa aeronave, Adriano Machado, também faleceu na hora. Ou seja, uma tragédia atrás da outra. A equipe de bombeiros que tava no helicóptero já tinha experiência em lidar com situações difíceis. Eles, inclusive, participaram daquelas operações de resgate lá em Brumadinho, que foi outro desastre que marcou o estado de Minas Gerais.

Segundo o tenente Henrique Barcellos, que é porta-voz do Corpo de Bombeiros, os militares que estavam nessa operação tinham experiência suficiente pra lidar com condições climáticas difíceis. Ele comentou que as aeronaves usadas pra segurança pública têm autorização pra operar em situações severas e que o piloto do helicóptero tinha toda a capacidade pra tomar decisões seguras. Ele, inclusive, tinha experiência de sobra, já que trabalhou na operação de Brumadinho. Então, com certeza, ele tomou a decisão de decolar com base no que achava mais seguro na hora. Mas, infelizmente, o destino não ajudou.

Além do sargento Gabriel, as outras vítimas foram o capitão Wilker Tadeu Alves, o primeiro-tenente Victor Sterling, o sargento Wellerson, o médico Rodrigo Trindade e o enfermeiro do SAMU Bruno Sudário. Todos eles eram profissionais dedicados, que estavam ali pra salvar vidas. O velório das vítimas vai acontecer neste domingo (13/10), às 10h, no Colégio Santa Marcelina, no bairro São Luiz, em Belo Horizonte. Vai ser um momento muito difícil pra família, amigos e colegas de trabalho, que vão se despedir de seis heróis que perderam a vida enquanto estavam em serviço.

No fim das contas, essa tragédia serve pra lembrar o quanto esses profissionais arriscam a vida todos os dias pra proteger a gente. Eles enfrentam perigos enormes, muitas vezes em situações extremas, e infelizmente, nem sempre dá pra escapar ileso. O legado desses bombeiros, no entanto, vai ficar.



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