Foi uma tragédia que pegou todo mundo de surpresa. Na quarta-feira, 23 de outubro, uma médica de 31 anos chamada Sylvia Rausch Barreto, junto com outras quatro pessoas, perdeu a vida na queda de um avião em Paraibuna, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. A aeronave, da Abaeté Aviação, saiu de Florianópolis com destino a Belo Horizonte, mas acabou colidindo com um morro durante uma tempestade. Quando os bombeiros chegaram, não tinha sobrevivente.
Além de Sylvia, estavam a bordo o comandante Jefferson Rodrigues Ferreira, de 36 anos, o copiloto Dulcival da Conceição Santos, de 39, o enfermeiro Erisson Silva da Conceição Cerqueira, de 34 anos, e o mecânico Joseilton Borges. Nas redes sociais, inclusive, a deputada Olívia Santana, lá da Bahia, lamentou a morte do Joseilton, que era muito conhecido por lá.
A Sylvia, que era de Pedra Azul, em Minas Gerais, tinha se formado há pouco tempo, em 2020, pelo Centro Universitário Unifacs, e tava começando sua carreira médica com inscrição ativa na Bahia. Além da medicina, ela também era sócia de uma loja que fazia manutenção de celulares e computadores, chamada iQualit Brasil. Era uma pessoa cheia de energia e sonhos, mas que, infelizmente, teve a vida interrompida tão cedo.
O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) divulgou uma nota de pesar pela morte da Sylvia. Eles disseram que receberam a notícia com muita tristeza e que pediram agilidade nas investigações pra entender o que de fato causou esse acidente. “Aos familiares, amigos e colegas da Dra. Sylvia, as nossas condolências”, encerra a nota.
Sobre o acidente em si, ainda tem muita coisa sem resposta. Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião caiu numa área entre Paraibuna e Santa Branca, logo depois de bater num morro e pegar fogo. Era perto de 18h30, e o tempo tava horrível, com muita chuva e visibilidade baixa. A aeronave, modelo EMB-121A1 da Embraer, com capacidade pra oito pessoas, tinha decolado de Florianópolis às 16h51 e tava prevista pra pousar em BH, mas o mau tempo parece ter complicado tudo.
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Cenipa, já começou a investigar o que pode ter dado errado. Eles falaram que vão fazer uma “ação inicial” pra coletar dados e entender melhor o que rolou, e que esse processo é feito com técnicas específicas por uma equipe qualificada. A empresa Abaeté, por sua vez, divulgou uma nota dizendo que tá dando apoio total às famílias das vítimas e que tá colaborando com as investigações.
Moradores da região disseram que viram o avião cair e chamaram as autoridades logo em seguida. O Corpo de Bombeiros encontrou os destroços, mas as condições não estavam ajudando. Chuva forte, pouca visibilidade e um terreno super complicado de acessar fizeram o trabalho ser bem mais difícil do que o normal. Foi preciso mandar equipes pra caminhar até o local, porque não dava pra chegar de carro, nem de moto, por causa do barro e da lama que se formaram. O pessoal da Defesa Civil também tava lá, tentando ajudar, mas até a comunicação com as equipes tava complicada, de tão isolada que é a área.
A Abaeté Aviação, enquanto isso, afirmou que ainda não sabe exatamente o que causou o acidente. Eles disseram que vão continuar ajudando as autoridades de investigação e oferecendo suporte às famílias. É um momento de luto pra todos, e as perguntas ainda são muitas.