Então, o tal do Francisco de Assis Pereira, que o povo conhece como o “Maníaco do Parque”, voltou a aparecer nas manchetes. E por quê? Parece que ele pode ser solto daqui uns anos, o que já tá gerando um burburinho enorme. E pra dar mais combustível pro assunto, ele chegou a falar sobre as fotos das vítimas – coisa bem bizarra de se ver, né?
Teve uma entrevista com ele, que rolou faz uns seis anos e foi exibida pela Record. Nessa entrevista, quem tava trocando ideia com ele era o Marcelo Rezende, e ele mandou logo de cara as fotos das mulheres que o Francisco tinha matado. A primeira vítima que foi mostrada pra ele foi a Elisângela Francisco da Silva, uma moça de 21 anos. Ela foi encontrada lá no Parque do Estado, em São Paulo, em 28 de julho de 1998. Francisco relembrou que conheceu a jovem no Shopping Eldorado e, olha só, ele ainda fala que ela era bonita e que os dois conversavam bem, como se tivesse algum respeito em comentar isso. Quando Rezende perguntou se ele tinha uma “lábia” melhor, ele soltou: “Qual o ser humano que não tem uma lábia?”, tentando meio que justificar o injustificável, como se o papo deles fosse uma coisa natural. Daí, ele jogou que o que aconteceu foi “uma tragédia”, mas, claro, do jeito que só ele enxerga.
Aí, conforme as fotos iam passando, Francisco ia reconhecendo as moças e lembrando até dos detalhes de como conheceu cada uma. É um negócio tão sombrio que chega a arrepiar a espinha. E, pasmem, ele ainda se coloca como uma espécie de “vítima”. Na visão dele, ele também foi “vítima de um mal” e que as mulheres foram vítimas desse “mal” que tava “dentro” dele. Algo bem pesado e totalmente surreal de ouvir.
Daí, em um momento, Rezende chega e pergunta pra ele o que ele teria a dizer pras famílias das vítimas. E ele manda um discurso que parece até ensaiado: fala que espera que as famílias façam os “propósitos de fé” que ele fez enquanto estava preso. É uma fala bem doida, onde ele mistura esse papo de fé e ainda diz que “Deus ilumine” cada uma dessas famílias. E, no meio de tudo isso, ele joga que a sociedade deveria se cuidar, como se ele estivesse dando uma lição de moral, o que soa muito estranho.
Mais pro final da conversa, Marcelo Rezende foi direto e quis saber se ele se achava preparado pra voltar à sociedade. Francisco responde que sim, e que tem “plena certeza”. Ele explica que a “palavra de Deus” o convence de que ele é uma “pessoa normal”. Bem ali, ele solta que entrou por aquelas portas querendo Deus e que sairia por aquelas portas também assim. Uma declaração meio fora de contexto pra um cara com o histórico dele.
O lance mais bizarro foi quando ele comenta sobre ter vontade de ter uma “montoeira de filhos”, especialmente meninas. Fica no ar uma sensação estranha com isso, até pro próprio Rezende, que faz uma pergunta que muita gente deve ter imaginado: o que ele faria se alguém fizesse com uma filha dele o que ele fez com as vítimas? E o Francisco dá uma desviada, mandando um “E se eu fosse o teu filho?”, tentando virar o jogo. Quando Rezende repete a pergunta, ele dá uma resposta meio sem pé nem cabeça, dizendo que, do lado espiritual, ele perdoaria, mas que “pelo lado humano” ele não sabe o que faria.
É um relato que dá nó na cabeça de quem ouve.