Halloween… ou Dia das Bruxas, como o pessoal daqui costuma chamar. Celebrado no dia 31 de outubro, esse negócio tem raízes lá no tempo dos celtas, que eram povos da Europa bem antigos. Eles tinham uma festa chamada Samhain, que marcava a transição do verão pro inverno. Pra eles, era uma época onde a fronteira entre o mundo dos vivos e dos mortos ficava meio que “aberta”, e as almas podiam dar um rolê aqui pela Terra.
O nome “Halloween” é, na real, uma abreviação de “All Hallows’ Eve”, que quer dizer “Véspera de Todos os Santos”. Esse nome é porque no dia 1º de novembro é comemorado o Dia de Todos os Santos, uma tradição cristã que acabou misturando com essa história toda do Samhain.
Com a expansão do cristianismo na Europa, eles acabaram meio que absorvendo o Samhain, transformando a festa pra homenagear os mortos. E foi evoluindo… Uma tradição que começou aí foi o tal do “doces ou travessuras”. No início, era algo mais sério, tipo as crianças pedindo comida em troca de rezas pelas almas dos mortos.
A famosa abóbora esculpida, ou Jack-o’-lantern, também veio de uma história lá da Irlanda. Dizem que um cara chamado Jack foi barrado tanto no céu quanto no inferno e ficou vagando eternamente com uma lanterna. Só que, na Europa, eles usavam nabos pra fazer as lanternas, mas nos EUA, com tanta abóbora dando sopa, a coisa se adaptou.
Hoje, o Halloween é bem popular nos Estados Unidos, onde virou uma baita festa. E, aqui no Brasil, apesar de ser mais recente, também tá ganhando cada vez mais espaço. Só que aqui a coisa é mais pra curtição mesmo, com festas à fantasia e aquela coisa toda de terror. A ideia original, de homenagear os mortos, meio que passou batida.
As cores laranja e preto? Essas aí vieram pra simbolizar a colheita e o lado sombrio da estação do outono.
Halloween nos Estados Unidos – A influência da cultura pop
Nos EUA, o Halloween é praticamente uma febre e isso se deve, em parte, à cultura pop. Os irlandeses que migraram pra lá no século XIX levaram as tradições deles, incluindo o Samhain e até o costume de pedir bolos em troca de orações pelos falecidos.
Já no século XX, a mídia deu aquele empurrão que só ela sabe dar. Filmes, programas de TV e até um episódio do famoso “Guerra dos Mundos”, em 1938, ajudaram a criar essa vibe de terror no Halloween. E foi aí que a tradição de “doces ou travessuras” pegou de vez, com a molecada saindo fantasiada pelas ruas atrás de guloseimas.
Com o tempo, as Jack-o’-lanterns de abóbora viraram um símbolo super conhecido, deixando pra trás os antigos nabos da Europa. Hoje, o Halloween é uma das datas mais comerciais nos EUA, com decorações elaboradas, festas pra todas as idades e até atrações em parques temáticos. Essa transformação toda mostra como a cultura pop conseguiu reinventar e expandir o significado da festa.
Halloween, Dia das Bruxas e o Dia do Saci no Brasil
Aqui no Brasil, a coisa é um pouco diferente. A gente chama de Dia das Bruxas e, apesar de só ter pegado de vez a partir dos anos 90, a influência da cultura americana fez ele se espalhar. Tem filme de terror, decoração temática e, claro, festas de Halloween que aparecem em escolas, shoppings e boates.
Mas a verdade é que o Halloween no Brasil não tem aquele peso cultural que tem em países como os EUA ou a Irlanda. Aqui, o pessoal vê mais como uma “importação”, e tem gente que critica, falando que a gente devia valorizar o folclore brasileiro. Tanto que, pra contrapor o Halloween, criaram o Dia do Saci Pererê, que também é em 31 de outubro.
Apesar dessa polêmica, a galera jovem tá cada vez mais empolgada com o Dia das Bruxas. A ideia de fazer festas com decoração de terror e sair fantasiado ainda atrai muita gente. Então, mesmo com resistência, parece que o Halloween veio pra ficar, pelo menos entre os jovens daqui.
Resumindo: o Halloween tem uma história antiga e cheia de significados que foram se misturando com o tempo. E, seja nos EUA ou no Brasil, a data continua evoluindo e ganhando novas caras, refletindo o que cada cultura acaba enxergando na festa.