O jovem Igor Alysson, de 24 anos, faleceu na tarde da última segunda-feira (23/12), em Goiânia, após enfrentar uma batalha contra uma infecção cerebral. O caso trouxe à tona a dificuldade de acesso a leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no sistema público de saúde, algo que marcou profundamente amigos, familiares e a comunidade em que ele vivia.
Uma luta pela vida interrompida
Igor era natural de Alagoas, mas vivia em Morrinhos e cursava o primeiro ano de Administração em Goiânia, onde dividia uma casa com amigos. Antes de ser transferido para um leito especializado no Hospital das Clínicas, ele passou dias internado na UPA Chácara do Governador, aguardando vaga em uma UTI, situação que mobilizou seus familiares e pessoas próximas.
Quando a transferência finalmente ocorreu, houve uma onda de esperança. “Já retiraram a intubação, o tratamento começou, e agora é só esperar ele acordar. Graças a Deus já está tudo certo”, comemorou um amigo da família no sábado anterior à sua morte. Infelizmente, a melhora foi momentânea. Dois dias depois, Igor não resistiu.
Os primeiros sinais e a evolução da doença
Os sintomas começaram de forma súbita e alarmante: dores de cabeça intensas, episódios de tontura e desmaios frequentes. Na sexta-feira (20/12), Igor sofreu uma convulsão, o que agravou ainda mais sua situação clínica, levando à necessidade de intubação e sedação.
A origem da infecção cerebral permaneceu um mistério, gerando angústia entre os familiares e amigos que buscavam respostas sobre a bactéria responsável pelo quadro. Apesar de todo o esforço, o jovem não resistiu, e sua morte foi confirmada na tarde de segunda-feira. Detalhes sobre os resultados dos exames não foram divulgados pela família.
A transferência para o Hospital das Clínicas
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia afirmou que a transferência de Igor ocorreu dentro do prazo necessário e que ele recebeu os cuidados adequados no Hospital das Clínicas. No entanto, o episódio evidencia a precariedade enfrentada por muitos pacientes que dependem do sistema público de saúde, especialmente em casos que exigem atendimento emergencial e especializado.
Uma despedida carregada de emoção
A morte de Igor comoveu aqueles que acompanharam de perto sua trajetória e luta pela vida. Amigos e familiares se manifestaram nas redes sociais, prestando homenagens e compartilhando memórias. “O Igor descansa no Senhor”, disse um amigo da família, em uma mensagem de despedida.
O sepultamento será realizado nesta terça-feira (24/12), no Cemitério Parque Memorial de Goiânia, localizado na Fazenda Vau das Pombas, às margens da GO-020. A cerimônia está marcada para as 14h e deve reunir pessoas que conviveram com Igor e que agora se despedem com um misto de tristeza e saudade.
Reflexões sobre o sistema de saúde
A história de Igor levanta questões importantes sobre a capacidade do sistema de saúde pública em atender casos de alta complexidade. A demora na obtenção de vagas em UTIs é uma realidade enfrentada por muitas famílias brasileiras, revelando lacunas que precisam ser urgentemente preenchidas.
Enquanto amigos e familiares lamentam a perda de Igor, a situação serve como um alerta para que mais recursos sejam destinados ao fortalecimento do atendimento emergencial, especialmente para pacientes com condições críticas, como infecções cerebrais.
Um jovem cheio de sonhos
Igor era descrito por amigos como uma pessoa cheia de vida, determinada e com grandes planos para o futuro. Estudante de Administração, ele sonhava em construir uma carreira sólida e ajudar sua família. Sua partida precoce deixou um vazio imenso em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Embora sua história tenha terminado de forma trágica, sua luta por sobrevivência e as demonstrações de amor e apoio de quem esteve ao seu lado destacam a importância de não desistirmos de buscar melhorias no atendimento médico e na vida coletiva.