A empresária Amanda Rodrigues emocionou seguidores nas redes sociais ao prestar homenagem à irmã, Lorena Ribeiro Rodrigues, de 25 anos, uma das vítimas do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira. A tragédia aconteceu no domingo (22/12), na divisa entre os estados do Maranhão e Tocantins, deixando quatro mortos confirmados e 13 pessoas desaparecidas.
Amanda, que vive em Goiânia (GO), usou o Instagram para expressar sua dor e relembrar momentos ao lado de Lorena. Em sua publicação, ela descreveu a irmã como uma mulher “forte e decidida” e lamentou profundamente a perda. Lorena deixa dois filhos pequenos e o marido, ampliando ainda mais a comoção em torno do acidente.
“Em julho, vim feliz ver vocês, comemoramos, ficamos todos juntos. E agora eu vim às pressas com essa dor. Que dor!”, escreveu Amanda, evidenciando o impacto devastador do ocorrido na vida de sua família.
As Vítimas Identificadas
Além de Lorena, outras três vítimas já foram identificadas. Lorranny Sidrone de Jesus, uma menina de apenas 11 anos, foi a segunda vítima confirmada. Ela estava em um caminhão que transportava portas de MDF, com origem em Dom Eliseu (PA).
O terceiro corpo recuperado é o de Kecio Francisco Santos Lopes, motorista de um dos veículos que passavam pela ponte no momento do desabamento. A quarta vítima é Andreia Maria de Sousa, de 45 anos, cujo corpo foi reconhecido pelo esposo.
A tragédia deixou famílias inteiras devastadas, e o trabalho de resgate segue na tentativa de localizar as 13 pessoas que ainda estão desaparecidas. Equipes de mergulhadores e bombeiros enfrentam dificuldades devido às condições da água e aos destroços da estrutura, o que torna a operação mais lenta e perigosa.
Investigação e Responsabilidade
A queda da ponte, que já apresentava sinais de desgaste há anos, gerou revolta e questionamentos sobre a manutenção de obras de infraestrutura no Brasil. A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar as causas do acidente e apurar possíveis responsabilidades.
Especialistas apontam que problemas estruturais antigos, agravados pela falta de reparos, podem ter contribuído para o desabamento. Relatos de moradores da região indicam que a ponte, construída há mais de três décadas, já apresentava fissuras visíveis e havia sido interditada parcialmente em outras ocasiões.
O governo federal anunciou um investimento de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões para a reconstrução da ponte. A previsão é que a nova estrutura seja concluída até 2025. No entanto, a tragédia reacendeu o debate sobre a precariedade de pontes, rodovias e outras obras públicas em regiões menos atendidas pelo poder público.
Repercussão e Solidariedade
Nas redes sociais, a comoção em torno do acidente foi imediata. A publicação de Amanda, onde homenageia Lorena, recebeu milhares de mensagens de solidariedade de amigos, familiares e desconhecidos. Muitas pessoas expressaram indignação com o descaso que, segundo elas, levou à tragédia.
Outras famílias das vítimas também compartilharam mensagens emocionantes, como a de um parente de Lorranny Sidrone, que destacou o quão difícil é lidar com a perda de uma criança tão jovem.
A tragédia também atraiu atenção nacional e reforçou a urgência de uma revisão estrutural em pontes e viadutos do país. Moradores da região afetada relatam temores de novas quedas em outras pontes próximas, que apresentam sinais de deterioração semelhantes aos da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira antes de seu colapso.
Um Futuro de Dúvidas e Esperança
Enquanto a reconstrução da ponte é prometida para os próximos dois anos, as famílias das vítimas e os desaparecidos vivem dias de incerteza e sofrimento. A busca por respostas não se limita a saber o que causou a tragédia, mas também a garantir que casos semelhantes não se repitam.
A história de Lorena, Lorranny, Kecio e Andreia, além das outras vítimas ainda não identificadas, representa um triste lembrete de que a negligência em infraestrutura pode custar vidas. O resgate das memórias dessas pessoas e a busca por justiça seguem como prioridade para familiares e autoridades.
A reconstrução da ponte é uma promessa. Mas para os que perderam seus entes queridos, o vazio deixado por essa tragédia será difícil de preencher. Enquanto isso, o Brasil reflete sobre os desafios de um sistema que, muitas vezes, deixa a manutenção de obras cruciais em segundo plano.