O que deveria ser um momento de celebração e espiritualidade terminou em tragédia neste domingo (26), no Rio Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Durante uma cerimônia de batismo organizada por uma igreja evangélica, uma mulher foi levada pela forte correnteza do rio e morreu. Um homem que também participava do evento desapareceu, e as buscas seguem em andamento.
O incidente
A tragédia aconteceu na Prainha do Guandu, uma área popular localizada no KM 37 da estrada Rio-São Paulo, onde grupos religiosos frequentemente realizam cerimônias como batismos. De acordo com relatos, os fiéis estavam reunidos quando a correnteza, aparentemente mais forte do que o esperado, arrastou duas pessoas.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ) foi acionado às 11h51 e iniciou as buscas imediatamente. O corpo da mulher foi encontrado por volta das 14h15, mas o homem que estava com ela continua desaparecido.
Esforços de resgate
Moradores da região e membros da igreja uniram forças com os bombeiros nas buscas ao longo do dia. Imagens divulgadas mostram um clima de comoção e desespero enquanto equipes e voluntários vasculhavam as margens do rio na tentativa de localizar o desaparecido.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) confirmou que o caso foi registrado na 56ª DP, em Comendador Soares. As investigações preliminares apontam que o acidente ocorreu devido à força inesperada da correnteza no trecho onde o grupo realizava o batismo.
Comunidade em luto
A notícia da tragédia abalou a comunidade local, especialmente os membros da igreja evangélica que organizou a cerimônia. Nas redes sociais, amigos e familiares da vítima lamentaram o ocorrido e compartilharam mensagens de apoio aos envolvidos. “É difícil entender por que coisas assim acontecem em momentos de fé e devoção. Estamos orando por força para a família e para encontrar o irmão desaparecido”, escreveu um membro da igreja.
A área onde ocorreu o acidente é conhecida por ser ponto de lazer e de práticas religiosas, mas a segurança no local é uma preocupação constante. A força das águas do Rio Guandu varia dependendo das condições climáticas, e os moradores afirmam que, em alguns dias, a correnteza pode se tornar extremamente perigosa.
Preocupações com segurança
O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de maior cautela durante atividades realizadas em rios e outras áreas naturais. Especialistas alertam para os riscos de eventos como batismos em locais com correntezas imprevisíveis, especialmente em períodos de chuva, quando o volume de água aumenta consideravelmente.
O Corpo de Bombeiros reforça a importância de consultar as condições do local e de contar com profissionais treinados para supervisionar atividades em ambientes aquáticos. “A água pode ser traiçoeira. Em um momento parece calma, mas em outro pode surpreender. É preciso ter cuidado redobrado, especialmente em rios como o Guandu”, explicou um oficial da corporação.
Diligências continuam
As buscas pelo homem desaparecido seguem nesta segunda-feira (27). Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade das vítimas, mas a expectativa é de que mais informações sejam reveladas conforme as investigações avancem.
A tragédia serve como um alerta para comunidades religiosas e outras pessoas que realizam atividades similares em rios e lagos. Momentos de fé e comunhão devem ser acompanhados por medidas de segurança para evitar que celebrações se transformem em episódios tão dolorosos quanto o ocorrido em Nova Iguaçu.
Enquanto isso, a comunidade evangélica e os moradores da Baixada Fluminense se mobilizam para apoiar as famílias das vítimas, mostrando união em meio à dor. A tragédia deixa um impacto profundo, mas também ressalta a importância de estarmos atentos e preparados para os perigos que a natureza pode trazer, mesmo em momentos de paz e devoção.