DJ Ivis é condenado a 8 meses de prisão por agredir mulher

O DJ Iverson de Souza Araújo, mais conhecido como DJ Ivis, foi condenado na semana passada a 8 meses e 8 dias de prisão após ser acusado de agredir sua ex-mulher, Pamela Holanda, em 2021. A situação foi bem polêmica e gerou bastante repercussão, principalmente pelas imagens chocantes que Pamela divulgou nas redes sociais, mostrando a agressão dentro da casa onde o casal morava, em Eusébio, no Ceará. Vale lembrar que esse tipo de atitude não é algo que deve ser visto de forma alguma como algo simples ou banal, né?

No começo, o caso ganhou uma grande atenção por conta dos vídeos em que Pamela aparece sendo agredida na frente de outras pessoas, incluindo a própria filha do casal. As cenas foram realmente fortes e deixaram muitas pessoas indignadas. E, claro, logo em seguida, DJ Ivis foi preso no dia 14 de julho de 2021. Mas ele ficou preso por cerca de três meses e depois foi liberado. Acontece que, depois de tudo isso, o Ministério Público do Ceará pediu um aumento na pena dele, argumentando que a agressão não podia ficar sem um castigo mais forte. Mesmo depois de ter sido condenado, DJ Ivis e Pamela chegaram a reatar o relacionamento, o que gerou um certo debate, porque muitos se questionaram se isso afetaria a responsabilização dele pelos crimes cometidos.

O MP, por sua vez, não quis saber muito disso e fez questão de deixar claro que, segundo a jurisprudência dos tribunais superiores, o fato do casal ter tentado reatar não impede que DJ Ivis seja responsabilizado pelas agressões. O Ministério Público ainda fez um reforço na denúncia, que inclui não só a violência doméstica, mas também ameaça. Afinal, agredir fisicamente uma pessoa é uma coisa séria e deve ser tratada como tal.

Se você lembra bem, quando tudo isso aconteceu, a situação ficou ainda mais tensa com a divulgação de um vídeo por parte do próprio DJ Ivis, onde ele assumiu que errou. Ele chegou a dizer algo do tipo: “Eu errei, assumo meu erro. As pessoas que convivem comigo sabem quem eu sou de verdade. Eu não consigo mais ser forte com isso, vendo as pessoas se afastarem de mim por uma atitude errada que eu tomei. Eu não sou esse monstro”. Confesso que, na época, as reações foram bem divididas, porque, por um lado, ele estava tentando se desculpar, mas por outro, muitos acharam que a desculpa não justificava o que aconteceu.

O que muita gente não sabe, ou até esquece, é que, logo depois da prisão de DJ Ivis, o cantor tentou um habeas corpus para sair da prisão mais cedo. O pedido foi negado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, mas em outubro de 2021, a Vara Única da Comarca de Eusébio decidiu conceder a liberdade a ele. E aí, a situação foi de novo a mesma: alguns defendiam que ele merecia outra chance, enquanto outros achavam que ele deveria pagar pelo que fez.

Agora, com a condenação mais recente, a história ganhou mais um capítulo. O Ministério Público está pressionando para que a pena seja maior, e o caso segue gerando muito debate na mídia e nas redes sociais. Por mais que alguns achem que DJ Ivis pagou pelo que fez, é complicado ver o impacto de tudo isso nas pessoas envolvidas, principalmente em Pamela, que teve sua vida exposta de maneira tão cruel.

Esse tipo de situação coloca em pauta não só a questão da violência contra a mulher, mas também a forma como a sociedade lida com esses casos, principalmente quando há um “arrependimento” público. O que é mais importante? A punição para quem cometeu um crime, ou a segunda chance de quem se arrependeu? O que você acha sobre isso?



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