Ex-esposa assume ter tirado a vida de professora com cadarço no pescoço e é presa

Na sexta-feira, dia 9 de maio, a principal suspeita de matar a professora Fernanda Bonin, na zona sul de São Paulo, se entregou à polícia e confessou o crime. Fernanda Fazio, ex-mulher da vítima, foi quem admitiu a responsabilidade pela morte da educadora. Segundo informações obtidas pela polícia, o motivo que levou ao crime foi o ciúmes, que acabou tomando uma proporção fatal.

A veterinária Fernanda Fazio foi presa depois de se entregar. A prisão aconteceu no escritório de seu advogado, localizado no bairro de Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Ela foi detida por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que agora continuam investigando o caso. A Secretaria de Segurança Pública emitiu uma nota confirmando a prisão e informou que as investigações estão em andamento para chegar à conclusão total do caso. Além disso, os investigadores pediram a prisão de outras duas pessoas que estariam envolvidas no crime, mas ainda não há decisão da Justiça sobre essas prisões.

Relembrando o caso
O corpo da professora Fernanda Bonin foi encontrado na manhã de segunda-feira, dia 28 de abril, em um terreno baldio na região de Interlagos, mais precisamente perto da Avenida João Paulo da Silva, no bairro Vila da Paz. A vítima foi localizada deitada de costas, com um cadarço amarrado ao redor do pescoço, o que indicava que ela havia sido estrangulada.

A polícia iniciou as buscas depois do desaparecimento da professora no dia anterior, domingo (27). As câmeras de segurança da região registraram Fernanda dirigindo sozinha seu carro, um Hyundai Tucson prata, por volta das 18h50. Desde esse momento, o carro desapareceu e até agora ainda não foi encontrado, sendo considerado como não recuperado.

Motivo do crime
A confissão de Fernanda Fazio trouxe à tona o que já se suspeitava: o crime teve motivação passional, com ciúmes sendo o principal fator que desencadeou a tragédia. A relação das duas mulheres já havia terminado, mas, aparentemente, Fazio não conseguiu lidar bem com o término. Esse sentimento de posse e rancor parece ter sido o estopim para um ato tão violento.

Investigações e novas prisões
A polícia agora se concentra em descobrir todos os envolvidos na morte de Fernanda Bonin. A prisão de Fernanda Fazio, embora um avanço importante no caso, não encerra a investigação. O DHPP está em busca de mais informações e solicitações de prisão para outras pessoas ligadas à ex-mulher da vítima, que estariam, de alguma forma, envolvidas na trama do crime. A justiça ainda precisa avaliar esses pedidos e decidir se haverá outras prisões relacionadas ao caso.

O impacto no bairro
O caso da professora Fernanda Bonin chocou a comunidade local, especialmente os amigos e colegas de trabalho dela, que a lembram como uma pessoa dedicada e apaixonada pela educação. A região de Interlagos, onde o corpo foi encontrado, ficou abalada com a violência do crime, e muitos moradores expressaram tristeza e revolta com o ocorrido.

O desaparecimento da professora e o subsequente assassinato marcaram de forma trágica os dias da comunidade, e a descoberta do corpo foi um alívio para a família, que agora espera que justiça seja feita, mesmo com a dor pela perda irreparável.

A situação ainda segue sem um desfecho completo, e o mistério sobre os envolvidos na morte da professora Bonin continua a intrigar as autoridades e a população, que agora aguarda pela finalização das investigações e pela punição dos responsáveis.



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