PM tatuado é expulso por deixar posto no carnaval; ele já era investigado por furto de orquídea

A Polêmica Demissão do Soldado ‘Demolidor’: Entenda os Detalhes

No coração do carnaval de 2022, uma situação inusitada e polêmica ocorreu envolvendo um soldado da Polícia Militar de São Paulo, conhecido como Paulo Rogério da Costa Coutinho, ou simplesmente ‘Demolidor’, como ele é chamado nas redes sociais. Sua demissão, que foi divulgada oficialmente no Diário Oficial do Estado em 14 de maio de 2025, levantou uma série de questões sobre a disciplina dentro da corporação e o tratamento desigual entre os policiais.

O Incidente no Carnaval

Durante uma operação de segurança no Sambódromo do Anhembi, onde se celebrava um dos maiores eventos do Brasil, o soldado Coutinho foi designado para o policiamento preventivo. Entretanto, ele abandonou seu posto sob a alegação de que iria ao banheiro, mas acabou permanecendo por cerca de 1h40 dentro de um camarote, onde tirou fotos e interagiu com várias personalidades da mídia. Este ato, segundo a Polícia Militar, constitui uma grave transgressão, pois o abandono de posto é considerado uma falta grave e, além disso, um crime militar.

A Defesa e as Acusações de Perseguição

A defesa do soldado argumenta que Coutinho está sendo alvo de perseguições devido às suas tatuagens, que ele diz não serem bem vistas por seus superiores. Ele também foi acusado anteriormente de furtar uma orquídea do quartel, situação que se tornou mais um capítulo controverso em sua carreira. O advogado que defende Coutinho, João Carlos Campanini, expressou sua estranheza em relação ao fato de que outro soldado que cometeu a mesma infração recebeu uma punição mais leve, apenas dez dias de permanência disciplinar, enquanto Coutinho foi demitido. Essa disparidade no tratamento gerou um clamor por igualdade e justiça dentro da corporação.

O Que Diz a Corregedoria da PM

A Corregedoria da Polícia Militar concluiu que Coutinho cometeu atos que atentaram contra a instituição e o Estado, o que justificou sua demissão. Em um comunicado, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que a demissão foi resultado de uma transgressão disciplinar grave, conforme previsto no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar. No entanto, o soldado não se deixou abater e, em suas redes sociais, fez um apelo aos seguidores, dizendo: “Estou chateado, abalado de verdade, espero que vocês entendam. Estou abatido, mas não vou ser derrotado.”

Implicações e Repercussões

O caso de Coutinho suscita uma série de reflexões sobre a cultura dentro da PM e a forma como a disciplina é aplicada entre os seus membros. O uso de tatuagens, que se tornou uma forma de expressão pessoal, muitas vezes é visto com preconceito em ambientes mais conservadores, como as forças armadas e a polícia. A situação de Coutinho é um exemplo claro de como a individualidade e a liberdade de expressão podem entrar em conflito com normas institucionais.

O Futuro de Coutinho

Com aproximadamente 20 anos de serviço na corporação, Coutinho agora enfrenta um futuro incerto. Ele está em processo de recurso contra sua demissão e, caso não tenha sucesso, pretende levar sua defesa ao Tribunal de Justiça. Em suas declarações, ele menciona que a decisão pode ter sido influenciada por questões de bastidores, insinuando que outros fatores podem estar em jogo além das transgressões cometidas.

Considerações Finais

O caso do soldado Demolidor não é apenas sobre uma demissão; é um reflexo de um sistema que luta para equilibrar disciplina e individualidade. A história dele pode servir como um aviso e uma oportunidade para a Polícia Militar repensar suas práticas e como lida com seus membros, especialmente em um tempo onde a sociedade está cada vez mais aberta à diversidade e à expressão pessoal. O que será que o futuro reserva para Coutinho? Somente o tempo dirá, mas sua luta por justiça e igualdade certamente ressoará dentro e fora da corporação.

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