Em 24h, Zambelli perde redes, tem prisão decretada e novo inquérito

A Controversial Saída de Carla Zambelli: Prisão e Investigação em Foco

Nesta quarta-feira, dia 4, a vida da deputada federal Carla Zambelli, do PL-SP, passou por uma série de eventos que mudaram completamente o rumo de sua carreira política. A parlamentar, que havia revelado estar fora do Brasil para cuidar da saúde, se viu no centro de uma tempestade jurídica. Seu cenário se complicou com a retirada de suas redes sociais do ar, um pedido de prisão preventiva aceito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o início de uma nova investigação contra ela.

O Contexto da Situação

Esses acontecimentos não surgem do nada, já que Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo STF em maio, devido à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essa condenação já havia causado um grande alvoroço em Brasília e deixou muitos se perguntando quais seriam os próximos passos dessa parlamentar polêmica.

A Saída do Brasil

A saga começou na terça-feira, dia 3, quando Zambelli anunciou que havia deixado o Brasil. “Queria anunciar que estou fora do Brasil já faz alguns dias”, disse ela. “Eu vim a princípio buscando tratamento médico que eu já fazia aqui e agora eu vou pedir para que eu possa me afastar do cargo.” Essa declaração provocou uma série de questionamentos sobre sua real intenção ao deixar o país.

Durante uma entrevista à CNN, a deputada afirmou ser “intocável” por ter cidadania italiana, o que gerou debates acalorados entre especialistas. Muitos contestaram essa afirmação, argumentando que a cidadania não a protegeria de consequências legais no Brasil. Investigadores da Polícia Federal (PF) começaram a apurar os detalhes de sua saída, descobrindo que ela deixou São Paulo de carro, atravessou a fronteira para a Argentina e, em seguida, voou para Miami. Esses detalhes foram confirmados pela própria Zambelli.

Pedido de Prisão e Reações

Com a divulgação de sua saída do Brasil, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não perdeu tempo e enviou um pedido de prisão preventiva ao STF. Essa medida foi mantida em segredo, mas considerou a viagem da parlamentar ao exterior. Antes que o ministro Alexandre de Moraes tomasse uma decisão, Zambelli recorreu novamente às redes sociais, chamando a ação da PGR de “inconstitucional”. Ela argumentou que, segundo a legislação, um deputado só pode ser preso em flagrante delito e por crime inafiançável.

“A Procuradoria-Geral da República quer pedir a minha prisão. Só tem um detalhe: deputado federal só pode ser preso em flagrante delito e por crime inafiançável”, afirmou a deputada em um vídeo, reforçando sua posição de que a acusação era injusta.

Decisão do Ministro e Consequências

Contudo, a decisão de Moraes não demorou a chegar. No dia seguinte, ele decretou a prisão preventiva de Zambelli. O ministro observou que a parlamentar utilizou o mesmo “modus operandi” do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que também se encontra nos Estados Unidos e tem um inquérito sobre sua saída do país. Moraes considerou que a natureza da viagem de Zambelli era uma evidente tentativa de “se furtar da aplicação da lei”, especialmente com a aproximação do julgamento de recursos relacionados ao seu caso.

Além da prisão, o ministro determinou o bloqueio do passaporte de Zambelli, incluindo o diplomático, e o congelamento de suas verbas de gabinete, contas bancárias e redes sociais. As plataformas foram notificadas para desativar suas contas em até duas horas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil caso não cumprissem a ordem.

Redes Sociais em Silêncio

Após a decisão, as contas associadas a Zambelli foram desativadas. Ela já havia declarado que se sentia perseguida e transferiu a administração de suas redes sociais para sua família, afirmando que sua mãe poderia concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.

Inclusão na Lista da Interpol

Além do pedido de prisão, Moraes atendeu a um pedido para que o nome de Zambelli fosse incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. Se aprovada, essa medida tornaria Zambelli uma foragida em 196 países, aumentando consideravelmente a pressão sobre a parlamentar.

O deputado italiano Angelo Bonelli comentou a situação, considerando a declaração de Zambelli como “vergonhosa” e questionando se o governo italiano colaboraria com o Brasil para extraditá-la, caso ela chegasse à Itália.

Novas Investigações

Na mesma linha, Moraes determinou a abertura de um novo inquérito contra Zambelli por crimes de coação e obstrução de investigação. A expectativa é que a deputada seja ouvida pela PF em até dez dias, mesmo estando fora do país.

Essa reviravolta na vida de Carla Zambelli é um lembrete de como a política pode ser complexa e cheia de reviravoltas inesperadas. As próximas semanas certamente trarão mais desdobramentos, e a sociedade brasileira continuará atenta a cada movimento dessa controversa figura pública.



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