Falece Zuleica Freitas, mãe do lutador Popó, aos 80 anos

Zuleica Freitas, mãe do lendário lutador baiano Acelino “Popó” Freitas, morreu na última sexta-feira (12), aos 80 anos. A notícia pegou muita gente de surpresa, principalmente quem acompanha a trajetória do boxeador desde os tempos em que ele ainda dava os primeiros socos em academias simples da Bahia. Popó usou as redes sociais na manhã de sábado (13) para comunicar a perda e prestar uma última homenagem à mulher que, segundo ele mesmo, foi sua maior força desde sempre.

Na publicação, Popó compartilhou um vídeo simples, mas cheio de significado. Zuleica aparece dançando, sorrindo, daquele jeito leve que só quem viveu muito consegue ter. Não era um vídeo triste, pelo contrário. Tinha vida ali. Tinha alegria. “Minha mãe guerreira que cumpriu sua missão. E que deixa um legado de muita força e amor”, escreveu o ex-campeão mundial de boxe. A frase curta, mas forte, emocionou fãs, amigos e até pessoas que nem acompanham tanto o esporte.

Em outro trecho, Popó completou dizendo que acredita que a mãe foi recebida por Deus com a mesma alegria que sempre espalhou por onde passou. “É com essa alegria que Deus a recebe em seus braços. Descansa em paz mãezinha! Meu eterno amor”, finalizou. Não tem muito o que explicar quando um filho fala assim da própria mãe. É sentimento puro, sem filtro, do jeito que a internet às vezes ainda consegue ser.

Zuleica era conhecida por ser a principal incentivadora de Popó desde a infância. Quem já ouviu entrevistas antigas do lutador sabe que ele sempre fez questão de lembrar do esforço da mãe, das dificuldades, das vezes em que faltava dinheiro, mas nunca faltava apoio. Em um país como o Brasil, onde muitos talentos se perdem no caminho, histórias como essa acabam virando exemplo. Não só no esporte, mas na vida.

Segundo informações da TV Bahia, Zuleica havia recebido alta recentemente após ser internada por conta de uma infecção bacteriana. A família acreditava que o pior já tinha passado. Infelizmente, ela voltou a passar mal, precisou retornar à unidade de saúde e acabou não resistindo. A notícia veio de forma rápida, sem muito tempo para preparo emocional, como geralmente acontece nesses casos.

Nos últimos dias, o Brasil tem acompanhado várias perdas de figuras conhecidas, seja no esporte, na música ou na televisão. Isso acaba gerando uma sensação estranha, como se o tempo estivesse passando rápido demais. A morte de Zuleica, mesmo não sendo uma pessoa pública no sentido tradicional, tocou muita gente justamente por representar tantas mães brasileiras: guerreiras, presentes, firmes, mesmo quando tudo parecia difícil.

Nas redes sociais, as mensagens de apoio a Popó foram imediatas. Lutadores, artistas, jornalistas e fãs anônimos deixaram palavras de carinho. Alguns lembraram da importância da família na formação de um campeão, outros simplesmente desejaram força. Nessas horas, não existe rivalidade, título ou cinturão que importe mais do que o abraço, mesmo que virtual.

Popó, que recentemente voltou a aparecer na mídia por lutas-exibição e comentários sobre o boxe atual, agora vive um momento totalmente diferente. Um momento de silêncio, de luto e de memória. A perda de uma mãe nunca é simples, não importa a idade. Sempre fica algo por dizer, um conselho por ouvir de novo, um sorriso que faz falta.

Zuleica Freitas deixa um legado que vai muito além das vitórias do filho nos ringues. Deixa a imagem de uma mulher que acreditou, insistiu e não soltou a mão. E, no fim das contas, é isso que fica.



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