EUA afirmam que três morreram em ataques a suposto “comboio” de drogas

EUA Intensificam Ataques a Barcos de Tráfico de Drogas

Na terça-feira, dia 30, o exército dos Estados Unidos realizou uma ação militar que resultou no ataque a um que eles chamaram de “comboio” de três embarcações supostamente envolvidas no tráfico de narcóticos. Essa operação se alinha a um esforço contínuo das autoridades americanas para combater o tráfico de drogas, que tem crescido em várias regiões, especialmente na América Latina.

Detalhes do Ataque

De acordo com informações oficiais, três pessoas perderam a vida em um dos barcos que foram atacados, enquanto os ocupantes dos outros dois barcos conseguiram escapar antes da ação militar. Essa informação foi divulgada através de um comunicado do Comando Sul dos EUA, que foi postado na rede social X na quarta-feira, dia 31.

Até o momento, não está claro em qual área geográfica esses ataques ocorreram, pois o exército limitou-se a mencionar que se tratava de “águas internacionais”. Em ataques anteriores, as localizações foram identificadas como sendo no Mar do Caribe ou no Oceano Pacífico, mas este último ataque não forneceu detalhes tão específicos.

Mudança de Estratégia

Os ataques realizados pelos EUA inicialmente focaram principalmente no Mar do Caribe, mas com o tempo, a atenção se voltou para o Pacífico Oriental. Isso ocorreu porque as autoridades da administração americana acreditavam que havia evidências mais concretas ligando as rotas de transporte de cocaína para os Estados Unidos a essas áreas. Essa mudança de estratégia foi amplamente discutida e noticiada, inclusive pela CNN, que tem acompanhado de perto o desenrolar dessa situação.

Busca e Resgate de Sobreviventes

A CNN também procurou informações sobre a missão de busca e resgate para os possíveis sobreviventes dos ataques por parte da Guarda Costeira e do Comando Sul. É importante notar que o Pentágono raramente admite a existência de sobreviventes em ataques anteriores, e a forma como os militares lidaram com esses casos tem sido alvo de críticas e questionamentos.

Um dos episódios mais controversos ocorreu em 2 de setembro, quando um ataque inicial a um barco de drogas resultou em uma explosão, seguida por um “ataque subsequente” que acabou matando dois sobreviventes. Essa situação levantou preocupações sobre possíveis crimes de guerra, levando alguns legisladores a exigir esclarecimentos sobre a responsabilidade do comandante que ordenou essas ações.

Consequências e Números

Com os novos ataques, o número total de embarcações atingidas pelos EUA desde o início dessa campanha em setembro já soma pelo menos 34, com um total de fatalidades que pode ultrapassar 110. A administração Trump defende que essas operações visam interromper o fluxo de drogas para os Estados Unidos, mas também surgiram especulações de que essa poderia ser uma estratégia para pressionar o governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, de onde muitos dos barcos atacados têm se originado.

Reações e Implicações Políticas

Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, mencionou em uma entrevista que o presidente Trump está determinado a continuar com os ataques até que Maduro “grite basta”. Na semana passada, Trump afirmou que os EUA destruíram uma “grande instalação” na Venezuela como parte dessa campanha, que também inclui um aumento significativo da presença naval e tropas americanas no Caribe.

Além disso, a CIA esteve envolvida em um ataque com drone contra uma instalação portuária na costa da Venezuela, o que marca um novo capítulo nas ações militares americanas na região. Trump comentou que houve uma “grande explosão” onde os barcos são carregados com drogas, mas os detalhes permanecem vagos.

Críticas e Respostas de Maduro

Maduro, por sua vez, criticou fortemente a presença militar dos EUA em seu país e alega que isso se trata de uma campanha de “terrorismo psicológico”. Em resposta às ações de bloqueio dos EUA, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou uma nova legislação que impõe penas severas para aqueles que apoiarem atividades consideradas como “pirataria” ou “bloqueios”.

A complexidade dessa situação evidencia não apenas a luta contra o tráfico de drogas, mas também as tensões políticas entre os Estados Unidos e a Venezuela, que possuem uma história repleta de conflitos e desentendimentos. O futuro dessas operações e suas consequências ainda são incertos, mas o impacto já pode ser sentido em várias frentes.



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