Com o prêmio histórico da Mega da Virada, que ultrapassou a marca de R$ 1,09 bilhão, praticamente todo o Brasil entrou no clima de aposta, superstição e esperança. E, dessa vez, nem a família do ex-presidente Jair Bolsonaro ficou de fora da jogada. Na manhã desta sexta-feira (2), Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, usou as redes sociais para contar que o bolão feito em família até rendeu alguma coisa — nada milionário, é verdade, mas deu pra pagar o café da semana.
Segundo a publicação, o bolão da família Bolsonaro faturou R$ 216,76. O valor veio porque uma das dezenas sorteadas, o famoso número 13, estava no bilhete registrado pela família. Em tempos de inflação alta, juros ainda pesando no bolso e contas acumuladas pós-festas, qualquer dinheiro que entra já é comemorado, mesmo que discretamente.
O sorteio da Mega da Virada, que tradicionalmente acontece na noite do dia 31 de dezembro, precisou ser adiado este ano. Falhas operacionais impediram que o resultado fosse divulgado no horário previsto, o que deixou apostadores de todo o país irritados e ansiosos. As dezenas acabaram sendo sorteadas apenas na manhã de quinta-feira (1º), frustrando quem esperava começar o ano novo já sabendo se tinha virado milionário ou não.
A aposta da família Bolsonaro faz parte de um universo gigantesco: mais de 308 mil bilhetes acabaram premiados nessa faixa de valor. Cada um dos ganhadores levou exatamente R$ 216,76 para casa. Não muda a vida, claro, mas já vira assunto no grupo da família e rende boas risadas.
De acordo com Renato Bolsonaro, os números escolhidos no bolão foram: 06, 13, 21, 22, 32 e 59. O bilhete foi registrado ainda no dia 20 de dezembro, seguindo o costume da família de não deixar a Mega da Virada passar em branco. Ele fez questão de destacar que essa prática já virou tradição entre eles.
“Todo ano a gente joga. Fazemos sempre bolão eu, meu irmão e um cunhado meu. Eu que organizo sempre o bolão”, escreveu Renato, em tom descontraído. Esse tipo de organização familiar é comum em todo o país, principalmente no fim do ano, quando amigos, colegas de trabalho e parentes se juntam na esperança de dividir um prêmio que poderia mudar tudo.
Mesmo com o prêmio modesto, Renato não perdeu o bom humor e já tratou de olhar para frente. Falando sobre os números sorteados, ele comentou que nem todos os escolhidos deram as caras dessa vez. “Dessa vez não saiu o 22”, disse. Mas, como bom apostador que não abandona a fé, completou: “em 2026 pode anotar que o 22 vai ganhar”.
A fala, claro, rapidamente repercutiu nas redes, com internautas brincando, ironizando e até fazendo piada com a eterna esperança brasileira de que “ano que vem vai”. Em meio a debates políticos acalorados, decisões do STF, discussões sobre eleições futuras e crises que dominam o noticiário, a história do bolão acabou funcionando como um respiro mais leve.
No fim das contas, a Mega da Virada mais uma vez mostrou que, para a maioria, o prêmio fica mesmo no campo da imaginação. Ainda assim, a tradição segue firme. Porque no Brasil, acreditar na sorte, fazer um bolão e comentar o resultado depois faz parte do ritual de começar um novo ano — com ou sem milhões na conta.