O jornalista César Tralli acabou soltando uma daquelas verdades que incomodam tanto a direita quanto a esquerda. Durante a edição ao vivo do Jornal Nacional, exibida na noite desta quinta-feira, 1º de janeiro, ele trouxe uma informação que pegou muita gente de surpresa — e que rapidamente repercutiu nas redes sociais, grupos de WhatsApp e até em rodas de conversa de bar.
Tralli confirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília, logo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa. Até aí, nada muito diferente do que já vinha sendo noticiado nos últimos dias. O detalhe que chamou atenção foi outro, bem mais sensível.
Segundo o âncora do JN, Bolsonaro não está abandonado, nem “jogado às traças”, como alguns familiares e aliados vêm afirmando nas redes. Pelo contrário. De acordo com Tralli, o ex-presidente conta com acompanhamento médico 24 horas por dia dentro da própria Polícia Federal. A fala foi direta, sem rodeios, e caiu como uma bomba em meio ao discurso de vitimização que vinha ganhando força na internet.
“Bolsonaro recebeu alta do hospital e voltou para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar por entender que não houve piora no quadro clínico. O ex-presidente conta com plantão médico 24 horas”, informou o jornalista, com aquele tom sério que o público já conhece.
Ainda segundo Tralli, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Um dado pesado, que reforça a gravidade do caso e ajuda a entender por que o STF vem sendo tão rígido nas decisões. Não é um processo simples, nem comum, e muito menos leve.
Nos bastidores, a informação de que Bolsonaro é acompanhado constantemente por médicos desmonta parte da narrativa criada por seus apoiadores. Nos últimos dias, vídeos, postagens emocionadas e até pedidos de oração circularam com força, sugerindo que o ex-presidente estaria em situação crítica, sem cuidados adequados. A declaração de Tralli joga um balde de água fria nisso tudo.
Alexandre de Moraes, por sua vez, foi ainda mais duro ao justificar a negativa do pedido. Em decisão divulgada oficialmente, o ministro afirmou que há “total ausência dos requisitos legais” para conceder a prisão domiciliar. Além disso, destacou os reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas anteriormente, o que pesa bastante contra qualquer flexibilização da pena.
Moraes também mencionou atos concretos que indicariam tentativa de fuga, inclusive a destruição proposital da tornozeleira eletrônica. Segundo ele, esses fatores tornam necessária a manutenção do regime fechado. É aquele tipo de decisão que agrada uns, revolta outros e divide o país, algo que, convenhamos, virou rotina nos últimos anos.
Nas redes sociais, a fala de César Tralli virou assunto quente. Teve quem comemorou a “verdade dita em rede nacional”, teve quem acusou a Globo de perseguição e até quem pediu boicote ao jornal. Nada muito diferente do clima político atual, onde cada informação vira munição.
No fim das contas, o episódio mostra como a situação de Bolsonaro continua sendo um dos temas mais sensíveis do Brasil hoje. Seja pela condenação, pelo estado de saúde ou pelas decisões do STF, tudo ganha proporções enormes. E quando um jornalista do porte de Tralli fala, goste ou não, o impacto é imediato.