Tensões no Ártico: O que está em jogo entre EUA, China e Rússia?
No último dia 12, a China fez um apelo claro para que os Estados Unidos não utilizem outros países como justificativa para atender seus próprios interesses. Essa declaração surgiu em meio a uma polêmica envolvendo a Groenlândia e a geopolítica do Ártico, onde a disputa por recursos e influência está se intensificando. O presidente americano, Donald Trump, mencionou que os EUA precisam garantir a posse da Groenlândia para evitar que potências como Rússia e China ocupem a região no futuro. Essa afirmação provocou reações tanto em Pequim quanto em Moscovo.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa, destacou que “o Ártico diz respeito aos interesses gerais da comunidade internacional”. Essa declaração não é apenas uma defesa da posição chinesa, mas também uma tentativa de reafirmar que a região deve ser um espaço de cooperação e não de confrontos. Mao ressaltou que as atividades da China no Ártico têm como objetivo promover a paz, a estabilidade e um desenvolvimento sustentável, enfatizando que o país não tem intenções belicosas.