RJ: capitão da PM que conversou com traficante Doca é expulso da corporação

Escândalo na Polícia Militar: Capitão Expulso por Ligações com o Crime Organizado

A situação na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro ficou bastante tensa nos últimos dias, depois que um capitão foi expulso da corporação devido a sérias acusações que o ligam a um dos chefes do Comando Vermelho, Doca. As evidências surgiram através de vídeos que vazaram, onde o oficial aparece em conversas comprometedoras, discutindo a retirada de barricadas na cidade de Belford Roxo, localizada na Baixada Fluminense.

O Caso do Capitão Alessander Estrella Rosa

O capitão em questão, Alessander Ribeiro Estrella Rosa, foi alvo de uma decisão do secretário de estado da Polícia Militar, Coronel Menezes, que anunciou a expulsão na quarta-feira, dia 28. É intrigante notar que esse mesmo secretário, apenas alguns meses atrás, em novembro do ano passado, havia nomeado Estrella Rosa para uma comissão de fiscalização do batalhão de Belford Roxo. Essa comissão tinha como objetivo monitorar um contrato significativo, avaliado em R$ 118 milhões, entre a Polícia Militar e a empresa Consórcio RJ Vigilância Inteligente, a qual é responsável pela instalação de câmeras nas viaturas policiais.

Vídeos Vazados e Consequências

Os vídeos que causaram a demissão mostraram o capitão em diálogos com Doca, um dos traficantes mais procurados do estado. Essa revelação foi um duro golpe para a imagem da corporação, que já enfrenta desafios significativos na luta contra a criminalidade. Segundo a PM, a decisão de expulsar o capitão foi baseada em um parecer de um processo administrativo que estava sendo conduzido pela Corregedoria da polícia. Esse processo foi aberto em virtude de acusações graves que culminaram na prisão do capitão em 20 de maio de 2025.

Acusações e Transgressões

Alessander Estrella Rosa, que atuava no Batalhão de Belford Roxo (39º BPM), já respondia a diversas acusações de transgressões disciplinares. A Polícia Militar, ao fazer a avaliação do caso, concluiu que o comportamento e a conduta do oficial não atendiam aos padrões exigidos para a permanência na SEPM. O capitão além de ser suspeito de envolvimento com grupos de extermínio, já havia recebido homenagens em momentos anteriores, como a medalha de bons serviços prestados, concedida pelo Governador Cláudio Castro em março de 2023, através do Decreto Nº 48.424.

Reflexões sobre a Segurança Pública

Esse episódio levanta questões importantes sobre a segurança pública no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, onde a violência e a corrupção dentro das forças policiais são temas recorrentes. A relação entre policiais e traficantes é um assunto delicado, pois compromete a confiança da população nas instituições responsáveis pela proteção da sociedade. É essencial que haja mecanismos eficazes para investigar e punir práticas corruptas dentro da polícia, visando restaurar a credibilidade e a integridade da corporação.

O Futuro da Polícia Militar

Com a expulsão de Alessander Estrella Rosa, a expectativa é que a Polícia Militar inicie uma nova fase de reestruturação e de combate a práticas corruptas. O caso serve como um alerta para a necessidade de vigilância constante e de transparência nas ações da polícia. Muitas pessoas acreditam que a sociedade deve apoiar iniciativas que visem a reforma das instituições policiais, com foco em promover mudanças positivas e efetivas.

Conclusão

O escândalo envolvendo o capitão Estrella Rosa é um reflexo das dificuldades e desafios enfrentados pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. As ações tomadas pela corporação devem ser vistas como um passo em direção à responsabilização e à busca por uma polícia mais justa e eficiente. Para que isso aconteça, é fundamental que a população se mantenha atenta e envolvida nas discussões sobre segurança pública e a integridade das forças policiais.



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