Banco Master tinha R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação, diz BC

Entenda a Crise do Banco Master: Revelações e Implicações

Recentemente, um depoimento do Ailton Aquino, que é o diretor de Fiscalização do Banco Central, trouxe à tona informações alarmantes sobre a situação do Banco Master. Durante uma oitiva à Polícia Federal, Aquino revelou que antes da liquidação extrajudicial decretada pela autoridade monetária, o Banco Master estava em uma situação financeira bastante delicada, dispondo de apenas R$ 4 milhões em caixa. É importante entender o contexto em que essas informações foram apresentadas e as repercussões que isso pode ter.

O Que Aconteceu com o Banco Master?

No dia 18 de novembro de 2025, o Banco Central decidiu liquidar o Banco Master, alegando que a instituição havia cometido fraudes em suas carteiras de crédito que totalizavam mais de R$ 11 bilhões. Um valor considerável, que levanta questões sobre a supervisão e o acompanhamento que o Banco Central deveria ter realizado para evitar essa situação. O depoimento de Aquino, que ocorreu em 30 de dezembro de 2025, finalmente foi revelado ao público após sua liberação pelo ministro do STF, Dias Toffoli, no dia 29 de janeiro de 2026.

O Papel da Supervisão Financeira

A situação do Banco Master, que era classificado como um banco de médio porte, catalogado como S3, obrigou a supervisão do Banco Central a prestar atenção em sua liquidez. Aquino destacou que, apesar de o banco ter ativos totais em torno de R$ 80 bilhões, a liquidez efetiva era alarmantemente baixa, com apenas R$ 4 milhões disponíveis em caixa. Essa discrepância é uma clara indicação de que algo estava errado, e a supervisão deveria ter sido mais rígida, especialmente considerando que um banco desse porte deveria ter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos livres para garantir sua operação.

A Conexão com o Will Bank

Outro ponto crucial mencionado por Aquino durante seu depoimento é a relação problemática entre o Banco Master e o Will Bank, uma fintech associada que também foi liquidada. Segundo ele, a situação financeira do Will Bank estava tão comprometida que suas operações de pagamento estavam enfrentando enormes dificuldades. Isso levanta questionamentos sobre a responsabilidade do Banco Central em monitorar não apenas o Banco Master, mas também suas instituições parceiras. O diretor afirmou que o acompanhamento era essencial para tentar entender a crise de liquidez que estava se instalando.

Impactos no Sistema Financeiro Nacional

A liquidação do Banco Master não é um caso isolado. Esse tipo de intervenção do Banco Central, conhecido como Raet (Regime de Administração Especial Temporária), é um mecanismo que visa proteger o Sistema Financeiro Nacional de instituições que apresentam risco significativo de falência. O Raet permite que as operações da instituição continuem funcionando, enquanto a diretoria é substituída por um conselho gestor, com o intuito de estabilizar a situação até que uma solução definitiva seja encontrada.

Conclusão e Reflexões Finais

As revelações sobre a crise do Banco Master são um lembrete do quão importante é a supervisão financeira e a responsabilidade das instituições em manter a confiança do público. A situação que se desenrolou mostra que a falta de monitoramento adequado pode levar a consequências desastrosas, não só para os bancos envolvidos, mas para o sistema financeiro como um todo. À medida que o cenário econômico muda, é crucial que as autoridades aprendam com os erros do passado para evitar que situações semelhantes se repitam.

É fundamental que a população esteja ciente dessas questões, pois o impacto de falências bancárias pode ser sentido em diversos níveis, desde a perda de empregos até a desvalorização de ativos financeiros. O caso do Banco Master é um claro exemplo de que a vigilância constante é necessária para garantir a saúde do nosso sistema financeiro.



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