“Estou absolutamente tranquilo”, diz delegado investigado no caso Orelha

Caso do Cão Orelha: A Investigação que Mobilizou Santa Catarina

A morte trágica de um cachorro comunitário conhecido como Cão Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Santa Catarina, no mês de janeiro, trouxe à tona uma série de questões sobre a atuação da Polícia Civil e a legislação relacionada à proteção animal. O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, se pronunciou sobre as investigações abertas pelo Ministério Público do Estado (MPSC) e afirmou estar “absolutamente tranquilo” quanto à sua conduta.

A Repercussão do Caso

Desde o momento em que a notícia da morte do Cão Orelha se espalhou, a comoção tomou conta do país. Muitas pessoas expressaram sua indignação e tristeza nas redes sociais, criando um movimento que exigia justiça. O cachorro, que era querido por muitos na comunidade, tornou-se um símbolo da luta contra os maus-tratos a animais. A repercussão foi tão significativa que levou o MPSC a investigar a conduta do delegado Ulisses Gabriel, após várias representações feitas por cidadãos preocupados.

Declarações do Delegado

Em uma nota oficial, Ulisses Gabriel declarou que não havia sido notificado sobre a abertura do procedimento preparatório instaurado pela 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, mas que tinha total confiança na atuação do Ministério Público. “Não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional, pois não sou e nunca fui responsável pela investigação”, afirmou o delegado. Ele também ressaltou que as informações que compartilhou em coletivas não eram sigilosas e estavam disponíveis ao público.

Transparência nas Entrevistas

Ulisses Gabriel enfatizou que, em todas as entrevistas que concedeu, nunca revelou nomes ou apresentou imagens que pudessem identificar os envolvidos nas investigações. Ele destacou que o inquérito policial que apurou a possível coação durante o processo era de conhecimento público e que estava à disposição para esclarecer qualquer dúvida que o MPSC pudesse ter.

Entenda a Posição do MPSC

O Ministério Público, que atua como um controlador externo da polícia, abriu um relatório contra Ulisses Gabriel após receber diversas representações sobre sua conduta em relação ao caso do Cão Orelha. O objetivo é avaliar se há necessidade de instaurar um inquérito civil que possa levar a ações judiciais contra o delegado. Essa investigação é essencial para garantir que a verdade seja esclarecida e que a justiça seja feita, não apenas para o Cão Orelha, mas para todos os animais que sofrem maus-tratos.

Novas Diligências e Adoção do Cão Caramelo

Além das investigações em andamento, Ulisses Gabriel também fez um gesto simbólico ao adotar um cão chamado Caramelo, que estava envolvido em casos de maus-tratos. Em suas redes sociais, o delegado compartilhou: “Seja a diferença, faça a diferença!”. Essa ação busca mostrar que a Polícia Civil está comprometida com a causa animal.

Recentemente, o MPSC solicitou a exumação do corpo do Cão Orelha para uma perícia direta, além de novas investigações sobre sua morte. As Promotorias de Justiça protocolaram um pedido no Judiciário para realizar diligências complementares, após uma análise detalhada do inquérito policial e dos boletins de ocorrência. É fundamental esclarecer se houve coação durante o processo que levou à morte do cachorro.

Prazo e Expectativas

A Justiça estabeleceu um prazo de 20 dias para que as investigações solicitadas sejam realizadas. Após a coleta de todas as evidências, as Promotorias de Justiça irão analisar o material e decidir sobre as próximas etapas. O caso do Cão Orelha continua em fase investigatória, e muitos aguardam ansiosamente por respostas e por justiça.

Conclusão

O caso do Cão Orelha não é apenas uma questão isolada, mas reflete um problema maior que envolve a proteção dos direitos dos animais em nosso país. A atuação do Ministério Público e a resposta da Polícia Civil serão fundamentais para que possamos avançar na luta contra os maus-tratos e garantir que todos os animais tenham o respeito e a dignidade que merecem. É um momento crucial para a sociedade, que deve permanecer atenta e engajada para promover mudanças significativas.



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