Crise Energética em SP: A Resposta da Enel e as Críticas da Aneel
No último ano, São Paulo enfrentou um grande desafio em relação à energia elétrica, especialmente durante os temporais que ocorreram em dezembro de 2025. A Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, fez uma análise detalhada e enviou uma nota técnica à CNN Brasil, apontando que o desempenho da concessionária Enel foi, de fato, insuficiente diante das adversidades climáticas.
O Relato da Aneel
No documento elaborado pela Aneel, foram destacados diversos problemas que comprometeram a resposta da Enel às crises de fornecimento de energia. Um dos pontos mais alarmantes foi a baixa produtividade nas ações de mitigação, que deveria ter sido a prioridade em um momento tão crítico. Além disso, o plano de contingência da empresa foi considerado inadequado, e havia um número insuficiente de equipes disponíveis para atuar em situações de emergência.
Um dado que chamou a atenção foi o dia 10 de dezembro, quando ocorreram as maiores interrupções de energia. A Enel relatou que 17% das unidades afetadas ficaram sem eletricidade por mais de 24 horas, com algumas até chegando a 100 horas sem resposta. Isso é muito preocupante, pois demonstra a fragilidade do sistema de energia em momentos de crise.
Falhas no Escalonamento de Equipes
Outro aspecto importante levantado pela Aneel foi a falha no escalonamento de agentes ao longo do atendimento às ocorrências. De acordo com a análise, a maioria dos funcionários da Enel estava trabalhando principalmente durante o horário comercial, o que é, no mínimo, questionável. O ideal seria que as operações fossem priorizadas durante a noite, quando as ruas estão mais tranquilas e há menos interferências no trabalho de restabelecimento da energia.
A Aneel também destacou que essa estrutura de trabalho acabou resultando em um período de estagnação no restabelecimento do fornecimento. Muitas das equipes acionadas para ajudar não tinham familiaridade com esse tipo de ocorrência emergencial e, para piorar, havia um número reduzido de veículos adequados para o trabalho. Isso gerou uma série de complicações que poderiam ter sido evitadas.
A Resposta da Enel
Em resposta às críticas, a Enel afirmou que segue empenhada em demonstrar que cumpriu todos os critérios estabelecidos no Plano de Recuperação apresentado à Aneel em 2024. A empresa enfatizou que tomou medidas em três frentes principais: a redução do tempo de atendimento a ocorrências emergenciais, a diminuição das interrupções prolongadas e a mobilização rápida de equipes em situações extremas.
Além disso, a Enel apresentou dados que mostraram uma redução no Tempo Médio de Atendimento a Emergências (TMAE), que caiu de 832 minutos em 2023 para 434 minutos em 2025. Isso é um bom sinal, mas será suficiente para restaurar a confiança da população?
O Ponto de Vista da Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, não hesitou em reforçar que a análise da Aneel reflete a posição de sua gestão em relação ao contrato com a Enel. A nota da prefeitura foi clara ao afirmar que “a Enel é uma empresa que não cumpre seus compromissos com a cidade, prestando um serviço deplorável à população”. Essas palavras revelam o descontentamento generalizado com a situação atual.
Conclusão
O que se pode concluir é que a crise energética em São Paulo expôs falhas sérias na gestão da Enel durante os eventos climáticos extremos de dezembro de 2025. A resposta da Enel, embora apresente avanços, ainda não parece ser suficiente para reverter a insatisfação da população e das autoridades. O futuro da concessionária no estado poderá ser decidido em breve, e a pressão da Aneel e da Prefeitura será essencial para que mudanças significativas ocorram.
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