Vídeo: baile funk de SP tem rajada de tiros e alusões a facção carioca

Carnaval no Morro: Baile Funk e a Realidade do Crime

No último domingo, dia 15, uma festa de Carnaval que ocorreu no Morro São Bento, em Santos, litoral sul de São Paulo, foi marcada por uma atmosfera tensa e preocupante. O evento, conhecido como Baile da Colômbia, atraiu uma multidão, mas também trouxe à tona questões sérias relacionadas ao crime organizado. Durante a festa, foram ouvidas rajadas de tiros para o alto, além de referências explícitas a facções do tráfico de drogas, o que levantou questões sobre a segurança e a influência do crime na cultura do funk.

O Baile da Colômbia e sua Proposta

O baile funk é um importante elemento da cultura carioca e, por extensão, das favelas de todo o Brasil. O Baile da Colômbia, em particular, é famoso por suas festas animadas e pelo envolvimento de artistas que tentam, de alguma forma, retratar a realidade das comunidades. Um dos destaques da noite foi o cantor MC Urubuzinho, que possui uma base de fãs significativa nas redes sociais, com mais de 300 mil seguidores. Em seu canal no YouTube, ele se apresenta como defensor do funk consciente, buscando trazer à tona as realidades difíceis que os moradores de favelas enfrentam.

No entanto, a apresentação de Urubuzinho nesse evento acabou por levantar polêmicas. Em um dos momentos do show, ele fez alucões a Álvaro Malaquias Santa Rosa, mais conhecido como Peixão, um notório líder de facção do tráfico. A referência ao criminoso gerou desconforto e questionamentos sobre a glorificação do crime nas letras de funk e, mais amplamente, em eventos desse tipo.

Referências ao Crime Organizado

Peixão é descrito pelas autoridades como um criminoso notoriamente violento, conhecido por suas táticas brutais. Há relatos de que ele se dedica a torturar inimigos antes de matá-los, o que evidencia o grau de violência presente no cenário do tráfico de drogas. Durante o show, Urubuzinho não hesitou em perguntar retoricamente: “Quem conhece o Peixão? Só quem é criminoso sabe dessa.” Essa fala, além de chamar a atenção para a figura do criminoso, também sugere a normalização de comportamentos violentos entre o público que o ouvia.

Além disso, imagens que circularam nas redes sociais mostraram homens armados disparando para o alto, um ato que pode ser interpretado tanto como uma exibição de poder quanto uma forma de intimidar os presentes. O cantor, em tom provocativo, comentou: “Se não tiver rajada, não é o Baile da Colômbia”, reforçando a ideia de que a violência é uma parte intrínseca do evento.

Reação das Autoridades

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado de São Paulo se manifestou sobre o ocorrido, informando que a Polícia Civil de Santos está analisando as imagens para identificar os envolvidos. A corporação ressaltou que a Polícia Militar foi acionada para lidar com a situação, mas até o momento, os responsáveis pelos disparos ainda não foram localizados.

Além disso, a SSP destacou a importância de responsabilizar aqueles que utilizam eventos culturais para glorificar a violência e o crime. A preocupação é válida, visto que a influência do funk na juventude é inegável e pode ter consequências duradouras na formação de mentalidades. Enquanto isso, a defesa de MC Urubuzinho ainda não se manifestou publicamente sobre os eventos recentes.

Reflexões Finais

O acontecido no Baile da Colômbia nos leva a refletir sobre o papel que o funk desempenha na sociedade brasileira. Ele pode ser uma ferramenta poderosa de expressão, mas também carrega consigo um potencial para normalizar comportamentos violentos. É essencial que haja um diálogo entre os artistas, as comunidades e as autoridades para que se encontre um equilíbrio entre a celebração da cultura e a necessidade de segurança e respeito à vida.

Se você tem alguma opinião sobre este assunto ou quer compartilhar sua experiência, sinta-se à vontade para deixar um comentário. O que você acha do papel do funk na sociedade e como ele pode ser usado para promover mensagens positivas?



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