Janaina Paschoal faz alerta explosivo e teme prisão de Malu Gaspar, do O Globo

A jurista e vereadora de São Paulo, Janaina Paschoal (Progressistas), resolveu se manifestar publicamente depois que começaram a circular rumores envolvendo a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O assunto? A possibilidade – ainda que hipotética – de uma medida dura, como prisão, por conta de reportagens relacionadas ao escândalo do Banco Master. E foi aí que o debate esquentou nas redes.

Janaina deixou claro que não conhece Malu pessoalmente. Mesmo assim, afirmou que a simples ideia de prender uma jornalista por divulgar informações de interesse público causa preocupação. Segundo ela, abrir esse tipo de precedente pode ser perigoso. E aqui vale dizer: o clima político no Brasil já não anda exatamente tranquilo, então qualquer faísca vira incêndio.

Toda essa polêmica ganhou força depois de uma reportagem do Metrópoles apontar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria disposto a adotar uma postura mais rígida diante do que considera ataques à Corte. A informação caiu como uma bomba nos grupos de WhatsApp e rapidamente virou assunto nas timelines.

Janaina, por sua vez, argumentou que em um Estado Democrático de Direito a atuação da imprensa precisa ser analisada com cuidado, especialmente quando envolve agentes públicos. Contratos, decisões judiciais e atos institucionais não são temas privados. São, goste-se ou não, de interesse coletivo. E isso muda tudo.

Ela ressaltou que, claro, se houver excessos, eles devem ser apurados conforme a legislação vigente e dentro dos princípios constitucionais. Mas, no entendimento dela, a liberdade de imprensa deve prevalecer. Pode gerar desconforto? Pode. Pode atingir figuras poderosas? Também. Só que democracia não combina com silêncio forçado.

Em uma publicação feita nesta quarta-feira (18), Janaina foi ainda mais direta. Disse que contratos e negociações envolvendo juízes, familiares e partes interessadas em processos são sim temas que a sociedade precisa conhecer. Citou ainda a necessidade de abrir completamente os feitos relacionados ao Banco Master, às fraudes do INSS e ao que chamou de “promiscuidades do Epstein brasileiro”. A expressão forte, claro, gerou reações imediatas.

“Prender jornalistas vai na contramão do que necessitamos para solucionar nossos problemas”, escreveu. A frase viralizou. Teve gente aplaudindo, teve gente criticando. O Brasil anda polarizado, não é novidade pra ninguém.

O curioso é que, no meio dessa tempestade digital, alguns internautas chegaram a questionar se Malu Gaspar já teria sido presa. A resposta é não. Até o momento, não existe qualquer informação oficial sobre ordem de prisão contra a jornalista. O burburinho parece ter sido alimentado muito mais por especulações do que por fatos concretos.

Esse tipo de situação mostra como o ambiente online pode amplificar incertezas. Uma declaração vira manchete, a manchete vira boato, e quando a gente percebe já tem gente dando como verdade algo que nunca aconteceu. Em tempos de redes sociais aceleradas e opiniões inflamadas, é preciso cuidado redobrado.

No fim das contas, o episódio reacende um debate antigo: qual é o limite da imprensa? E até onde vai a autoridade das instituições quando se sentem atacadas? Não é uma discussão simples. Envolve princípios constitucionais, liberdade de expressão, responsabilidade jornalística e, claro, política.

O fato é que, por enquanto, tudo permanece no campo das declarações e das interpretações. Não há prisão, não há medida oficial anunciada. O que existe é um debate quente, que mistura justiça, imprensa e poder. E no Brasil de hoje, isso já é suficiente para virar manchete e dividir opiniões.



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