Operação mira grupo que movimentou meio bilhão com furto de cabos no RJ

Operação Caminhos do Cobre: A Luta Contra o Crime Organizado no Brasil

Nesta segunda-feira, dia 23, equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) estão em ação nas ruas, cumprindo mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa que se especializou no furto de cabos, receptação e lavagem de dinheiro. Essa operação, que recebeu o nome de Operação Caminhos do Cobre, é coordenada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e revela a complexidade do crime organizado em nosso país.

O Escopo da Operação

A investigação revelou que a organização criminosa atua de forma interestadual, o que significa que suas operações se estendem para além das fronteiras do Rio de Janeiro, envolvendo também os estados de São Paulo, Minas Gerais e Tocantins. Os investigadores estimam que o grupo tenha movimentado, ao longo de suas atividades ilícitas, mais de R$ 417 milhões. Diligências estão sendo realizadas em várias regiões, incluindo a capital fluminense e municípios como Nilópolis, Mesquita e Itaguaí.

Uma Estrutura Criminosa Bem Definida

Conforme as apurações, a organização criminosa se estrutura em diferentes núcleos, cada um com suas funções específicas:

  • Núcleo Estratégico: Responsável pela coordenação geral da operação.
  • Núcleo Operacional: Encarregado dos furtos e transporte dos materiais subtraídos.
  • Núcleo de Receptação: Formado por empresas que atuam na revenda do material furtado.
  • Núcleo Financeiro: Focado na movimentação e ocultação dos recursos financeiros obtidos através de atividades ilícitas.

Os furtos geralmente aconteciam durante a madrugada. Caminhões eram utilizados para arrancar cabos subterrâneos, enquanto motocicletas atuavam como batedores, monitorando a movimentação policial e bloqueando vias. Após a subtração, os materiais eram levados para locais específicos, onde eram fracionados antes de serem vendidos.

Estratégias de Ocultação e Lavagem de Dinheiro

Os investigadores descobriram que ferros-velhos e empresas de reciclagem ligadas ao grupo eram usados para escoar os produtos furtados. Na fase financeira do esquema, eram emitidas notas fiscais falsas para dar uma aparência de legalidade às transações. Além disso, os valores eram fragmentados através de transferências bancárias sucessivas, dificultando o rastreamento.

Um dos principais investigados teria movimentado aproximadamente R$ 97 milhões, um valor que não condiz com sua capacidade econômica declarada. Uma das empresas que faz parte do esquema chegou a registrar uma movimentação superior a R$ 90 milhões.

Medidas para Desmantelar a Organização

A operação também inclui pedidos de sequestro de veículos e imóveis, além do bloqueio de ativos financeiros relacionados aos investigados. O principal objetivo da Polícia Civil é interromper a cadeia de comercialização e recuperar o patrimônio que está vinculado às atividades criminosas.

Desde setembro de 2024, a DRF e outras unidades realizaram mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos, resultando em cerca de 200 prisões de responsáveis por esses estabelecimentos. Durante esse período, aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e outros materiais metálicos foram apreendidos. Além disso, houve a solicitação de bloqueio de cerca de R$ 240 milhões em ativos financeiros.

Um Combate Contínuo ao Furto de Cabos

A Operação Caminhos do Cobre faz parte de uma iniciativa contínua para enfrentar o furto de cabos e materiais metálicos, com foco em toda a cadeia envolvida, desde a subtração até a comercialização e movimentação de recursos. A atuação da DRF é um exemplo de como as forças de segurança estão se mobilizando para combater o crime organizado, que tem impactos diretos na sociedade e na economia.

É fundamental que a população esteja ciente dessas operações e, se possível, colabore com informações que possam ajudar no combate a esse tipo de crime. Cada ação conta!



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