Desaparecimento de Crianças em Bacabal: O Que Sabemos Até Agora
No dia 4 de janeiro, a comunidade de Bacabal, no Maranhão, foi abalada pelo desaparecimento de duas crianças: Ágatha Isabelly, de apenas 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. As crianças saíram de casa acompanhadas do primo, Anderson Kauan, de 8 anos, com o intuito de procurar um pé de maracujá. O primo foi encontrado quatro dias depois, distante cerca de quatro quilômetros da localidade, mas até agora, não há notícias sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.
A Visão da Avó
A avó das crianças, Francisca Cardoso, expressou sua preocupação e desespero em uma entrevista. Em um momento tocante, ela afirmou: “Eu creio que no mato eles não estão mais. Alguém levou eles daqui”. Essa declaração reflete a angústia e a incerteza que a família enfrenta, já que as buscas ao longo de 52 dias têm sido intensas, mas sem resultados concretos.
A Busca nas Matas e Rios
Uma força-tarefa composta por mais de 260 agentes tem se dedicado a percorrer aproximadamente 200 quilômetros de mata, além de trechos do Rio Mearim e áreas alagadas. A avó, embora reconheça o esforço das equipes, ressalta que ainda não recebeu informações sobre seus netos. Ela disse: “Não é falta de procura; nunca ficou gente sem procurar as crianças. Todos os dias eles estão na busca”.
Hipóteses da Investigação
As buscas aquáticas foram intensificadas diante da hipótese de que as crianças possam ter caído no Rio Mearim. Essa possibilidade é a linha de investigação mais forte adotada pela Polícia Civil do Maranhão. No entanto, Francisca acredita firmemente que as crianças não estão na mata, considerando o esforço das buscas, que incluem o uso de cães farejadores e drones. Ela questiona: “Porque do jeito que fizeram essa busca nessa mata todinha, com cachorro, com drone, com helicóptero”.
Impactos na Família
O desaparecimento das crianças teve um impacto devastador na família. Francisca revelou que sua saúde foi afetada, tanto física quanto emocionalmente. “Eu me desesperei, quase que eu morro, minha pressão subiu. Até hoje eu tô aqui com a minha cabeça doendo, sem poder me alimentar direito”, contou. Apesar de sua dor, ela mantém uma esperança inabalável de que seus netos estejam vivos e sob os cuidados de alguém. “Passa muita coisa na minha cabeça. Passam coisas boas, passam coisas ruins. Ainda passam coisas boas porque não foram encontrados na mata. Eu creio no meu coração e na minha mente que eles estão vivos, com alguém”, finalizou.
Atualizações da Polícia
Após mais de um mês desde o desaparecimento, a Polícia Civil do Maranhão continua investigando. A ausência de vestígios e pistas concretas tem dificultado a elucidação do caso. Um delegado da corporação informou que, embora a linha de investigação mais forte sugira que as crianças possam ter se perdido na mata e caído no rio, o inquérito ainda não foi finalizado. A polícia está verificando cada informação que chega, sendo cautelosa em relação às possibilidades.
Um Apelo à Comunidade
O caso de Ágatha e Allan não é apenas uma tragédia familiar, mas também um apelo à solidariedade da comunidade. A participação ativa de todos é vital para ajudar a encontrar as crianças. Se alguém tiver informações sobre o que ocorreu naquele dia fatídico, é importante que entre em contato com as autoridades. Cada pequeno detalhe pode ser a chave para resolver esse mistério.