Depois de passar por um período bastante delicado por causa de uma leucemia mieloide aguda, a influenciadora Fabiana Justus, de 39 anos, voltou a falar com os seguidores nas redes sociais nesta quarta-feira (04/03). A reaparição chamou atenção não só pelo fato dela estar novamente ativa depois do tratamento, mas também porque resolveu dividir um novo diagnóstico que vem afetando diretamente suas mãos.
Filha do empresário e apresentador Roberto Justus, Fabiana tem compartilhado bastante da sua rotina com o público desde que enfrentou a doença. Após anunciar que entrou em remissão, muita gente achou que finalmente viria um período mais tranquilo. Mas, como ela mesma comentou no vídeo publicado no Instagram, alguns desafios ainda aparecem no caminho.
No vídeo, gravado de maneira simples, quase como um desabafo, Fabiana contou que descobriu recentemente que sofre de dermatilomania. Trata-se de um transtorno que faz a pessoa ter uma espécie de impulso ou compulsão de cutucar, arranhar ou ferir a própria pele, muitas vezes sem perceber que está fazendo aquilo.
Segundo ela, o comportamento acontece principalmente nos dedos das mãos. E não é algo novo, na verdade já vinha acontecendo há bastante tempo, mas só agora ela percebeu que aquilo tinha um nome e até uma explicação.
“Eu sou aquela pessoa que fica cutucando as pelinhas em volta do dedo, sabe? Sempre tá machucado, sempre tem alguma coisa cutucada”, contou ela no vídeo. Em certo momento, ela até mostrou as mãos para a câmera, revelando pequenas feridas ao redor das unhas.
Fabiana disse que ficou surpresa quando descobriu que esse hábito, que muita gente considera apenas uma mania boba, na verdade pode estar ligado a um transtorno comportamental. “Eu descobri que isso tem nome. Chama dermatilomania. É meio que um movimento repetitivo, você vai fazendo sem perceber”, explicou.
Ela também comentou que percebeu um padrão. Muitas vezes o comportamento aparece em momentos de ansiedade ou estresse — algo relativamente comum para quem passou recentemente por um tratamento pesado de saúde. Ainda assim, segundo ela, nem sempre está ligado a um momento tenso.
Às vezes acontece até em situações bem normais do dia a dia. “Tem vezes que eu estou estressada, claro. Mas muitas vezes estou só assistindo um seriado, tranquila, e quando vejo já estou puxando pelinha do dedo”, relatou. Quando percebe, a região já está machucada.
Essa repetição acaba criando pequenas lesões que demoram para cicatrizar, o que também chamou atenção dos seguidores que acompanham a influenciadora há anos. Nos comentários, muita gente disse que também passa por algo parecido, mesmo sem saber que existia um nome para isso.
Depois de entender melhor o problema, Fabiana resolveu tentar uma solução simples, quase improvisada, mas que pode ajudar a diminuir o hábito. Ela começou a usar micropore — aquela fita médica hipoalergênica bem comum — enrolada nos dedos.
A ideia, segundo explicou, é criar uma barreira física. Ou seja, quando bater aquela vontade automática de mexer na pele, o próprio micropore vai impedir ou pelo menos lembrar ela de parar.
“Quando vier a vontade de fazer isso aqui”, disse mostrando o movimento de puxar a pele, “eu vou ver que estou com o micropore e aí não vou fazer”. Para ela, esse pequeno truque pode ajudar a reprogramar o cérebro aos poucos.
“Com o tempo a gente vai meio que ensinando o cérebro a parar com essa mania”, comentou.
Nos últimos meses, Fabiana tem falado bastante sobre saúde, recuperação e também sobre as pequenas dificuldades do dia a dia depois de uma doença séria. E esse tipo de relato mais honesto — sem muito filtro — acaba aproximando ainda mais o público.
No fim das contas, como ela mesma disse no vídeo, é um processo. Tem dias melhores, outros nem tanto. Mas dividir essas experiências também ajuda outras pessoas que talvez estejam passando pelas mesmas coisas, só que em silêncio.