A Curiosa História por Trás do Videoclipe de ‘Pelados em Santos’
A música ‘Pelados em Santos’, um dos sucessos mais emblemáticos da banda Mamonas Assassinas, não é apenas lembrada por sua melodia contagiante e letras divertidas, mas também por sua interessante história de produção. Nesse contexto, a figura de Nereide Nogueira, a modelo que apareceu no videoclipe, se destaca por uma coincidência inusitada que mudou sua vida.
A Coincidência que Abriu Portas
Nereide, na época com apenas 23 anos, estava se aventurando no mundo da atuação, estudando interpretação numa oficina de atores. O que muitos não sabem é que sua escolha para participar do clipe aconteceu de forma inesperada. Tudo começou por conta de uma fotografia que ela tirou ao lado do famoso piloto Rubens Barrichello durante um evento. “Na verdade, foi uma foto minha ao lado de Rubinho Barrichello que me abriu essa porta. Eu estava numa feira, no estande ao lado dele, e usava o mesmo vestido que iria usar no clipe depois”, relembrou Nereide.
Ela explica que a imagem, que estava guardada em sua agenda, acabou caindo no chão e foi encontrada por uma colega anos mais tarde. Quando surgiu a oportunidade de indicar alguém para o videoclipe, a amiga imediatamente lembrou da fotografia e decidiu sugerir Nereide. “Eu usava uma agenda e esta foto estava guardada numa das páginas, aí caiu no chão e ela pegou. Anos depois ela lembrou do retrato e por isso me indicou”, contou.
O Figurino e a Inspiração
O figurino que Nereide usou no clipe foi inspirado na icônica personagem Jessica Rabbit, do filme ‘Uma Cilada para Roger Rabbit’. Essa escolha foi muito bem recebida pelos integrantes da banda, que estavam sempre em busca de algo que chamasse a atenção. Entretanto, a produção do videoclipe era bastante simples e, como Nereide revelou, ela recebeu apenas R$ 300 pelo seu trabalho. “Ele me emprestou porque não tinha verba nem para figurino. Ganhei uma merreca e os meninos não tinham como pagar mais”, afirmou.
Curiosamente, Nereide não chegou a viajar para Santos para a gravação, pois a equipe não tinha recursos suficientes para custear as passagens. Assim, muitas das cenas foram gravadas em chroma key, uma técnica que permite a adição de fundos digitais e foi bastante utilizada em produções da época.
Confusões e Lembranças
Com o passar dos anos, muitos espectadores confundiram Nereide com a atriz Susana Werner, acreditando que ela fosse a mulher da famosa Brasília Amarela do clipe. “Muita gente me confundia, achavam que era ela ou que era uma gringa. Só foram saber quem era a pitchula, 18 anos depois”, relembrou Nereide, com uma pitada de humor em sua voz.
Aos 53 anos, hoje Nereide vive em Atibaia, interior de São Paulo, onde atua como produtora e modelo de pele madura, aproveitando sua experiência e os aprendizados adquiridos ao longo dos anos. Para ela, as lembranças do período em que trabalhou com os Mamonas Assassinas ainda são vívidas, especialmente o impacto da trágica morte dos integrantes da banda em 1996. “Foi um choque”, disse ao relembrar da notícia do acidente aéreo que interrompeu a carreira promissora do grupo, que conquistou o Brasil com seu humor e criatividade.
Reflexões Finais
Essa história nos mostra como eventos inusitados podem mudar o rumo de nossas vidas de maneiras que nunca imaginamos. A conexão entre uma simples foto, um vestido vermelho e um ícone da música brasileira é um lembrete de que, às vezes, as oportunidades surgem de onde menos esperamos. E, apesar de toda a fama que o videoclipe trouxe, o que realmente importa são as memórias e as amizades que permanecem, mesmo após décadas.
Se você se lembrou de momentos especiais da sua vida ao ler essa história, não hesite em compartilhar suas experiências nos comentários. Afinal, todos nós temos uma história única para contar!