Mara Maravilha compra briga e defende Ratinho na polêmica com Erika Hilton

Na manhã desta quinta-feira (12), a apresentadora Mara Maravilha resolveu entrar na polêmica que tomou conta das redes sociais e também dos bastidores da televisão. Ela saiu em defesa do apresentador Carlos Massa, depois que ele foi alvo de muitas críticas por comentar a escolha da deputada federal Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.

A confusão começou depois de uma fala de Ratinho no programa exibido na quarta-feira (11). Durante a atração, ele disse que não achava “justa” a decisão de colocar uma mulher trans no comando da comissão. A declaração repercutiu rapidamente e virou assunto nas redes sociais, com muita gente criticando o apresentador e outros defendendo o direito dele de expressar opinião.

Foi aí que Mara resolveu se posicionar. Usando seu perfil nas redes, a cantora e apresentadora publicou uma mensagem direta de apoio ao comunicador. No texto, ela destacou que compartilha dos mesmos valores e ainda fez referência ao antigo dono do SBT, Silvio Santos, figura histórica da televisão brasileira.

Segundo Mara, Ratinho estaria defendendo aquilo que ela chamou de “valores”. A apresentadora também convocou mulheres a se manifestarem publicamente sobre o assunto. No post, ela escreveu que Ratinho não estaria sozinho e que muitas pessoas pensam da mesma forma. A mensagem ainda trouxe a hashtag #elenão, usada por ela em referência à deputada Erika Hilton.

A publicação acabou ampliando ainda mais a repercussão do caso. Em poucas horas, comentários começaram a se multiplicar. Teve gente concordando com Mara, dizendo que a discussão sobre identidade de gênero em espaços políticos precisa ser feita com mais calma. Por outro lado, muitos usuários acusaram a apresentadora de reforçar um discurso considerado preconceituoso.

Toda essa história começou quando Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para a presidência da comissão da Câmara. Durante o programa, ele disse que, na visão dele, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher “biologicamente mulher”. O apresentador também afirmou que não tem nada contra pessoas trans, mas questionou se uma mulher trans conseguiria compreender os desafios vividos por mulheres que nasceram biologicamente mulheres.

Na fala que viralizou na internet, Ratinho disse que, na opinião dele, “mulher para ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar”. Apesar disso, ele também fez um comentário elogiando a deputada. Disse que Erika Hilton fala bem, se expressa bem e que é “boa de prosa”. Mesmo assim, manteve a dúvida sobre se ela compreenderia plenamente as dificuldades enfrentadas por mulheres desde o nascimento.

A deputada Erika Hilton, que é uma das figuras mais conhecidas do PSOL hoje, já enfrentou diversas situações semelhantes em debates públicos. Nos últimos anos, ela se tornou uma voz importante em discussões sobre direitos humanos, diversidade e políticas voltadas à população LGBTQIA+.

Diante da repercussão das declarações, o SBT divulgou uma nota oficial ainda nesta quinta-feira. No comunicado, a emissora deixou claro que repudia qualquer tipo de discriminação ou preconceito, afirmando que esse tipo de postura vai contra os valores da empresa.

O texto também destacou que as falas feitas por Ratinho durante o programa não representam a opinião institucional da emissora. Segundo o SBT, o caso está sendo analisado pela direção da empresa e será tratado internamente para garantir que os princípios do canal sejam respeitados por todos os colaboradores.

Mesmo com a nota, a discussão continua rendendo. Nas redes sociais, o assunto segue dividindo opiniões. Uns dizem que foi apenas uma opinião pessoal do apresentador. Outros defendem que figuras públicas precisam ter mais cuidado com o que dizem, principalmente quando o tema envolve identidade de gênero e representatividade política.

E assim a polêmica vai ganhando novos capítulos. Entre apoio, críticas e debates acalorados na internet, o episódio mostra mais uma vez como temas ligados a política e identidade acabam rapidamente virando combustível para discussões intensas no Brasil atual. E, pelo jeito, essa conversa ainda está longe de terminar.



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