O hospital particular Hospital DF Star divulgou neste domingo uma nova atualização sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue internado desde a última sexta-feira (13). O boletim médico saiu ainda pela manhã, pouco antes das 11h, e trouxe algumas informações que chamaram atenção. Segundo os médicos, houve uma leve melhora no quadro geral, mas a situação ainda exige bastante cuidado. Em outras palavras: ele continua estável, porém sob observação constante.
Bolsonaro permanece internado na UTI — a conhecida Unidade de Terapia Intensiva — e, pelo menos por enquanto, não existe previsão de alta hospitalar. O tratamento acontece por causa de uma pneumonia bacteriana que atingiu os dois pulmões. De acordo com os médicos, essa infecção teria surgido depois de um episódio de broncoaspiração, que é quando algum conteúdo acaba indo para as vias respiratórias, algo relativamente comum em quadros clínicos mais delicados.
Apesar de a situação ainda inspirar cautela, os médicos observaram um pequeno avanço em uma das funções do organismo. A função renal do ex-presidente apresentou melhora, o que foi considerado um sinal positivo dentro do contexto geral. Mesmo assim, novos exames de sangue indicaram que os níveis de inflamação no corpo voltaram a subir um pouco. Por causa disso, a equipe médica decidiu ampliar o uso de antibióticos. É uma tentativa de conter qualquer avanço da infecção e evitar complicações maiores.
Além da medicação, o tratamento também inclui reforço no suporte clínico. A equipe pretende intensificar sessões de fisioterapia respiratória e motora. Esse tipo de procedimento costuma ser usado para ajudar pacientes internados por mais tempo, principalmente aqueles que precisam recuperar força muscular e melhorar a respiração.
O documento divulgado pelo hospital foi assinado por vários profissionais que participam diretamente do acompanhamento do caso. Entre eles estão o cirurgião-geral Claudio Birolini e os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado. Também assinam o boletim o coordenador da UTI do hospital, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr., além do diretor-geral da unidade, Allisson B. Barcelos Borges. Em resumo, trata-se de uma equipe grande e especializada acompanhando cada detalhe.
No boletim anterior, divulgado no sábado (14), os médicos haviam informado que Bolsonaro apresentava piora na função renal e marcadores inflamatórios bastante elevados. Isso aumentou a preocupação dentro e fora do hospital. O assunto, inclusive, virou tema em programas políticos e nas redes sociais ao longo do fim de semana — como costuma acontecer quando envolve figuras públicas de grande repercussão.
Ainda no sábado, o senador Flávio Bolsonaro visitou o pai no hospital. Ao sair da unidade, conversou rapidamente com jornalistas e comentou que os advogados do ex-presidente pretendem pedir novamente a transferência dele para prisão domiciliar. A defesa argumenta que o estado de saúde justificaria essa mudança.
Desde novembro de 2025, Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido informalmente como Papudinha. O espaço onde ele permanece tem cerca de 64 metros quadrados e possui estrutura considerada diferenciada em relação a celas comuns. O local conta com banheiro com chuveiro quente, cozinha equipada com geladeira, armários, lavanderia e até um quarto com cama de casal. Há também televisão, área externa para banho de sol e espaço para exercícios físicos. Segundo informações divulgadas anteriormente, ele recebe cinco refeições por dia e conta com médico de plantão 24 horas.
Mesmo com essa estrutura, os profissionais de saúde decidiram pela internação hospitalar assim que o quadro respiratório se agravou. A previsão inicial da equipe médica é que Bolsonaro permaneça no hospital por um período que pode variar entre sete e quatorze dias. Claro que esse prazo pode mudar dependendo da evolução clínica.
Os médicos também deixaram claro, de forma bastante direta, que existe sim risco real de morte. Por isso o caso exige acompanhamento intensivo e monitoramento contínuo. Em situações como essa, cada hora pode fazer diferença, e os próximos dias devem ser decisivos para entender como o organismo do ex-presidente vai reagir ao tratamento.