O médico cardiologista Brasil Caiado, que integra a equipe responsável pelo tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), trouxe novas informações nesta quarta-feira (25) sobre o estado de saúde do político. Segundo ele, além da pneumonia que motivou a internação, Bolsonaro também vem enfrentando dores persistentes no ombro direito — algo que, ao que tudo indica, já não é tão recente assim.
De acordo com o médico, o incômodo no ombro não surgiu agora. Na verdade, já vinha sendo relatado pelo ex-presidente há algum tempo, mas acabou ganhando mais atenção nos últimos dias. Diante disso, a equipe decidiu agir e solicitou a avaliação de um especialista em ombro e cotovelo. Essa consulta aconteceu na noite de segunda-feira, de forma um pouco discreta, mas fundamental pra entender melhor o quadro.
Já na terça-feira (24), rolou uma reunião entre os profissionais envolvidos — incluindo o tal especialista e também o fisioterapeuta que acompanha o caso. Foi a partir daí que as coisas ficaram mais claras. Com base nos exames, principalmente na ressonância magnética, surgiu a possibilidade de uma intervenção cirúrgica no ombro direito. Não é algo 100% definido ainda, mas também não é algo simples de ignorar.
O próprio Caiado comentou sobre isso com os jornalistas no Hospital DF Star, onde Bolsonaro segue internado desde o dia 13. Ele explicou que a lesão identificada pode, sim, exigir cirurgia, mas deixou claro que o momento pede cautela. E aí entra um detalhe importante: o ex-presidente ainda está em recuperação de uma pneumonia, o que naturalmente complica qualquer decisão mais imediata.
Ou seja, não dá pra sair correndo pro centro cirúrgico agora. Primeiro, a prioridade é estabilizar totalmente o quadro respiratório. Só depois disso é que a equipe médica deve bater o martelo sobre a necessidade (ou não) da cirurgia. E olha… esse tipo de decisão nunca é simples, ainda mais envolvendo alguém com histórico médico que já exige atenção constante.
Enquanto isso, o tratamento contra a pneumonia segue. Segundo o cardiologista, Bolsonaro continua fazendo uso de antibióticos, com previsão de encerrar o ciclo nesta quinta-feira (26). A expectativa, pelo menos até o momento, é de que ele receba alta hospitalar na sexta-feira (27), caso tudo continue evoluindo bem — o que, segundo os médicos, tem sido o cenário mais provável.
Nos bastidores, o assunto também repercute bastante. Afinal, qualquer notícia envolvendo a saúde de Jair Bolsonaro rapidamente ganha dimensão nacional, principalmente num momento em que o país ainda vive um clima político bastante polarizado. E claro, isso acaba gerando todo tipo de comentário, especulação e até preocupação entre apoiadores e críticos.
Mas, deixando um pouco de lado o barulho político, o fato é que a situação exige cuidado. Dor no ombro pode parecer algo simples pra muita gente, mas dependendo da lesão — e da rotina da pessoa — pode virar um problemão. Ainda mais quando há indicação cirúrgica envolvida.
Agora é esperar os próximos dias. Se a recuperação da pneumonia seguir como esperado, talvez a equipe médica consiga avançar nas decisões sobre o ombro. Até lá, o foco segue sendo um só: garantir que o ex-presidente saia dessa fase com a saúde estabilizada.
E como a gente já viu em outras situações parecidas, o corpo sempre cobra… às vezes mais cedo, às vezes mais tarde.