Gilmar Mendes quebra protocolo e entrega grave segredo envolvendo STF e emissora Globo

O ministro Gilmar Mendes, que integra o Supremo Tribunal Federal, voltou a chamar atenção essa semana depois de uma fala que, pra muita gente, soou forte — e até meio atravessada. Durante uma sessão da 2ª Turma, na última terça-feira (14), ele basicamente disse que a própria Corte teve um papel importante em impedir que a concessão da TV Globo fosse cassada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Gilmar, essa ideia de “acabar com a Globo” não era só teoria ou conversa de bastidor, não. Ele afirmou que ouviu isso diversas vezes durante o governo passado. E aí vem o ponto que ele quis destacar: na visão dele, isso não aconteceu porque o STF funcionou como uma espécie de barreira institucional.

Ele chegou a comentar algo mais ou menos assim, meio em tom de desabafo: que muita gente falava que seria fácil liquidar a concessão da emissora, mas que, no fim das contas, isso não se concretizou porque existia o Supremo ali, com instrumentos legais — como o mandado de segurança — que poderiam ser acionados pra impedir esse tipo de decisão mais drástica.

A fala, claro, não ficou só nisso. Gilmar foi além, e aí o clima pesou um pouco mais. Ele aproveitou pra fazer críticas diretas à atuação de jornalistas da Globo durante a época da Operação Lava Jato. E não foi uma crítica leve, não. Ele disse que houve apoio da imprensa — especialmente da emissora — a medidas que, segundo ele, iam contra garantias básicas do estado de direito.

Entre essas medidas, ele citou coisas como restrições a habeas corpus e decisões liminares. Ou seja, na visão do ministro, parte da imprensa teria embarcado num movimento mais punitivista, sem considerar tanto os limites legais. É uma crítica que já apareceu outras vezes, mas dessa vez veio com mais força, talvez pelo contexto.

E aí entra outro ponto que chamou atenção: Gilmar acusou jornalistas de atuarem quase como “ghost writers” para figuras centrais da Lava Jato, como o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Pra quem não tá familiarizado, esse termo é usado quando alguém escreve textos ou conteúdos em nome de outra pessoa, sem aparecer como autor.

Na prática, o que ele quis dizer é que teria havido uma espécie de alinhamento entre jornalistas e integrantes da operação, o que, segundo ele, acabou contribuindo para excessos. Ele chegou a usar uma expressão meio dramática, dizendo que isso foi um “flertar com o abismo”.

Confesso que essa parte pega forte, até porque mexe com a credibilidade da imprensa, que sempre defende sua independência. Mas também não é de hoje que esse tipo de crítica aparece, principalmente quando se fala da cobertura da Lava Jato, que dividiu opiniões no país inteiro.

No fim da fala, Gilmar ainda fez questão de reforçar que a liberdade de imprensa foi mantida — mas, segundo ele, não apenas por mérito da própria imprensa. Deu a entender que instituições como o STF também tiveram papel nisso, o que abre margem pra bastante debate.

Enfim… foi uma declaração que mistura política, mídia e Judiciário, três coisas que no Brasil nunca ficam separadas por muito tempo. E, como era de se esperar, já tá dando o que falar nos bastidores e fora deles também.



Recomendamos