Celso Portiolli, aos 58 anos, resolveu abrir um pouco da sua intimidade e falar de algo que quase ninguém sabia: a própria saúde. O momento foi durante o Troféu Imprensa 2026, exibido pelo SBT na última quarta-feira (15). Em meio ao clima leve da premiação, ele surpreendeu ao contar que passou por uma fase complicada, dessas que a gente só entende quando acontece.
Segundo o próprio apresentador do Domingo Legal, tudo começou de um jeito meio estranho. A voz, que sempre foi uma das marcas dele, simplesmente começou a falhar. Não era algo pontual, tipo um resfriado ou cansaço. Era diferente. “Eu tava com um problema sério na voz”, disse ele, meio que desabafando ali, sem muita preparação.
E o mais curioso (ou preocupante, né?) é que ele nem sabia exatamente o que estava acontecendo. A voz sumia, ficava rouca, e isso sem nem estar apresentando o programa. Imagina o susto. Quem trabalha com comunicação sabe o quanto isso pesa. Ainda mais num ritmo puxado como o da televisão brasileira, que não para nunca — ainda mais agora, em tempos em que a concorrência com internet e streaming tá cada vez mais pesada.
Portiolli contou que, na correria do dia a dia, acabou não tendo tempo nem de ir ao médico. Coisa bem comum, diga-se de passagem. Quantas vezes a gente também não vai empurrando com a barriga? Só que, no caso dele, a situação foi ficando mais tensa. A solução veio de um jeito meio improvisado: o médico foi até a casa dele.
Lá, fez exames, analisou tudo direitinho… e, pra surpresa geral, não tinha nada nas cordas vocais. A princípio, isso até alivia, mas ao mesmo tempo deixa aquela pulga atrás da orelha. Se não era isso, então era o quê?
Foi aí que ele decidiu tomar algumas medidas. Começou a usar uns “remedinhos”, como ele mesmo falou, além de adotar certos cuidados no dia a dia. Nada muito detalhado, mas o suficiente pra dar uma melhorada. E deu certo, pelo visto.
Mas ele também fez uma reflexão interessante — e até bem honesta. Admitiu que o jeito dele apresentar, sempre muito intenso, falando alto, se entregando total, pode ter contribuído pra situação. E isso faz sentido. Quem já assistiu sabe: ele não economiza energia. É grito, é animação, é plateia… tudo ao mesmo tempo.
“Eu não me poupo”, comentou. E talvez aí esteja o ponto. Às vezes, o corpo cobra, né? Mesmo pra quem tá acostumado com essa rotina há anos. Ainda mais depois de tanto tempo na televisão, mantendo praticamente o mesmo ritmo.
Em outro momento da conversa, veio finalmente a explicação. Quando questionado sobre o diagnóstico, ele revelou que, felizmente, não era nada grave. Era uma combinação de refluxo com sinusite. Problemas relativamente comuns, mas que podem sim afetar bastante a voz, principalmente em quem depende dela pra trabalhar.
Hoje, segundo ele, já está tratando tudo direitinho. E o mais importante: melhorando a cada dia. Dá até pra sentir um certo alívio nas palavras dele, sabe? Tipo alguém que passou por um susto, mas conseguiu virar o jogo.
No fim das contas, fica até como alerta. A gente tende a ignorar sinais do corpo, principalmente na correria. Mas uma hora eles aparecem de um jeito ou de outro. Ainda bem que, no caso do Portiolli, não era nada mais sério. Agora, é seguir cuidando — e, quem sabe, pegando um pouco mais leve de vez em quando. Mesmo que seja difícil.