A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal para liberar a realização de uma cirurgia no ombro direito. Segundo os advogados, a situação não é simples: ele vem enfrentando dores constantes e uma limitação que já começa a afetar atividades básicas do dia a dia, coisa que, segundo eles, não dá mais pra empurrar com a barriga.
O pedido foi direcionado diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, nesta terça-feira (21). A ideia da defesa é que o procedimento aconteça o quanto antes — mais precisamente na sexta-feira (24) ou no sábado (25). Eles argumentam que a cirurgia não é só uma questão de conforto, mas de “integridade física” e até de “dignidade” do ex-presidente, termos que aparecem no documento enviado.
Ainda de acordo com os advogados, não se trata apenas da operação em si. Eles reforçam que Bolsonaro precisará passar por todo um processo antes e depois, incluindo exames preparatórios e, claro, a fase de reabilitação, que costuma ser demorada nesses casos. Ou seja, não é algo pontual, é um tratamento completo.
Pra quem não acompanhou tudo desde o começo, Bolsonaro está atualmente em prisão domiciliar. Ele começou a cumprir essa medida no dia 27 do mês passado, em sua residência no bairro Jardim Botânico, em Brasília. A decisão também partiu de Moraes, que autorizou um período inicial de 90 dias. Na época, o ministro justificou a medida citando questões de saúde, principalmente um quadro de broncopneumonia bilateral que preocupou bastante.
Aliás, esse problema respiratório ainda tem reflexos. Mesmo com alguma melhora, a recuperação não tá sendo totalmente tranquila, não. Relatórios médicos enviados ao STF na última sexta-feira mostram que houve sim uma evolução no quadro pulmonar — o que é positivo — mas ainda existem sintomas que incomodam e atrapalham o ritmo da recuperação.
Entre esses sintomas, estão dores musculares frequentes, episódios de fadiga e até crises de soluço, que parecem simples mas acabam impactando bastante o bem-estar. Segundo os médicos, ele até já apresenta mais disposição pra algumas atividades básicas, o que indica progresso, mas ainda está longe de uma recuperação completa.
E aí entra a questão do ombro. De acordo com a defesa, essas dores e limitações não são recentes, mas pioraram nos últimos tempos. Isso teria levado à necessidade da cirurgia agora, sem muito espaço pra adiar mais. Eles tentam convencer o STF de que o procedimento é urgente dentro do quadro geral de saúde.
Nos bastidores, esse tipo de pedido sempre gera debate. Tem gente que acha que é uma medida necessária, outros já veem como estratégia jurídica — o que não dá pra afirmar com certeza. O fato é que a decisão final está nas mãos de Moraes, que vai avaliar os argumentos apresentados e os laudos médicos.
Enquanto isso, Bolsonaro segue em casa, sob as condições impostas pela prisão domiciliar, tentando se recuperar aos poucos. A situação dele mistura saúde, justiça e política, algo que, convenhamos, tem sido bem comum no Brasil dos últimos anos. E esse novo capítulo, com pedido de cirurgia, só mostra que a história ainda está longe de acabar.