Pesquisa Futura/Apex aponta reviravolta na corrida presidencial entre Lula e Flávio

A mais recente pesquisa divulgada pelo instituto Futura/Apex, nesta terça-feira (14), trouxe um cenário político que já começou a dar o que falar nos bastidores de Brasília — e também nas redes sociais, claro. De acordo com os números, em um possível segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece na frente com 48% das intenções de voto. Já o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva soma 42,6%. A diferença não é gigantesca, mas chama atenção pelo contexto atual, onde o país vive um clima político meio tenso, pra dizer o mínimo.

Além disso, o levantamento ainda mostra que 7,3% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos — aquele velho “nenhum me representa”, que tem crescido bastante nos últimos anos. Já os indecisos são 2,1%, um número até que baixo se comparado com outras eleições recentes.

Agora, quando o cenário muda e Lula enfrenta outros nomes, a história já fica diferente. Contra Ronaldo Caiado, por exemplo, o petista aparece com 43,9%, enquanto Caiado tem 38,8%. Não é uma vantagem enorme, mas já indica um certo favoritismo. O mesmo acontece quando o adversário é Romeu Zema: Lula marca 44,8%, contra 38% do mineiro.

No primeiro turno, o cenário também tem suas nuances. No mais testado pela pesquisa, Lula lidera com 39,8%, seguido bem de perto por Flávio Bolsonaro, com 37,3%. Ou seja, uma disputa bem apertada, que pode mudar com qualquer fato novo — e a gente sabe como o cenário político brasileiro muda rápido, às vezes de um dia pro outro.

Outros nomes aparecem bem atrás: Caiado tem 4,8% e Zema 2,9%. Já os votos em branco ou nulos somam 7,1%, enquanto 4,5% dos eleitores ainda não sabem em quem votar. É aquele eleitor que costuma decidir mais em cima da hora, muitas vezes influenciado por debates, redes sociais ou até escândalos de última hora.

Num segundo cenário de primeiro turno, a disputa fica ainda mais embolada. Lula aparece com 38,4% e Flávio Bolsonaro com 38,2%. Ou seja, tecnicamente empatados. Nesse caso, outros candidatos também entram na lista, como Renan Santos (2,0%), Augusto Cury (1,9%), Cabo Daciolo (1,1%) e Aldo Rebelo (0,8%). Nomes menores, mas que acabam tirando alguns votos e podem influenciar no resultado final.

Um ponto interessante da pesquisa é o cenário sem Lula. Nesse caso, Flávio Bolsonaro lidera com 38,4%, enquanto Fernando Haddad aparece com 21,3%. Isso mostra como a presença ou ausência de um candidato forte muda completamente o jogo. Não é só sobre quem ganha, mas sobre como os votos se redistribuem.

Quando o assunto é rejeição, Lula aparece na frente — mas nesse caso não é uma boa notícia. Ele tem 46,4% de rejeição, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 44,4%. Ou seja, ambos têm uma resistência alta entre os eleitores, algo que pode pesar bastante numa eventual decisão no segundo turno. Outros nomes com rejeição relevante incluem Haddad (28,5%), Daciolo (15,6%), Zema (13,9%) e Caiado (13,4%).

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores, com 16 anos ou mais, em 895 cidades espalhadas pelo Brasil, entre os dias 7 e 11 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-08282/2026.

No fim das contas, o que dá pra perceber é que o cenário ainda está longe de definido. Tem muita água pra rolar até a eleição — e, se tem uma coisa que o brasileiro já aprendeu, é que política por aqui sempre pode surpreender.



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