O espólio de Michael Jackson, que hoje é administrado principalmente por John Branca e John McClain, resolveu lançar o clipe de “Human Nature” mais de quatro décadas depois do lançamento original da música. Sim, passaram-se 43 anos. A ideia até parecia interessante no papel, meio nostálgica, meio homenagem… mas na prática a reação foi bem diferente do esperado.
O vídeo chegou sem muito aviso, daquele jeito que hoje em dia viraliza rápido, principalmente quando envolve um nome gigante como o do Rei do Pop. Em poucas horas, já tinha batido cerca de 200 mil visualizações, o que não é pouca coisa. Só que número alto nem sempre significa aprovação, né? E foi exatamente isso que aconteceu.
No clipe, aparecem vários dançarinos interpretando a música, com coreografias modernas, bem produzidas até. Em alguns momentos, surgem projeções do próprio Michael Jackson em apresentações antigas de “Human Nature”, como uma tentativa de conectar passado e presente. A proposta parecia ser um tributo visual, algo emocional… mas acabou não convencendo boa parte do público.
E aí veio o que sempre vem hoje em dia: a reação imediata nas redes sociais. No X (antigo Twitter), os fãs não perdoaram. Teve gente sendo direta, sem filtro nenhum. “Vamos fingir que isso nunca aconteceu”, escreveu um usuário. Outro foi ainda mais duro: “Ficou uma merda”. Simples assim, sem rodeios.
Mas não parou por aí. Teve também quem criticasse a postura do espólio ao longo dos anos. Um comentário que chamou atenção dizia que eles continuam fazendo coisas “preguiçosas”, enquanto materiais inéditos do artista seguem guardados, sem ver a luz do dia. Esse tipo de crítica não é nova, pra falar a verdade. Já faz um tempo que fãs mais fiéis cobram lançamentos mais relevantes, coisas realmente inéditas ou projetos mais bem trabalhados.
Teve ainda quem tentasse dar uma sugestão mais construtiva, dizendo que o vídeo poderia ter sido lançado como um tributo mais claro, sem tentar parecer algo “oficial” ou inovador. Talvez isso tivesse sido melhor recebido, vai saber.
O fato é que mexer com o legado de alguém como Michael Jackson nunca é simples. A expectativa é sempre muito alta, quase impossível de atingir. Qualquer detalhe fora do tom já vira motivo de crítica pesada. E nesse caso, parece que o público esperava algo mais emocionante, mais fiel ao impacto que a música original teve lá nos anos 80.
Inclusive, vale lembrar que “Human Nature” é uma das músicas mais queridas do catálogo dele, conhecida justamente pela sensibilidade, pela atmosfera mais suave. Não é qualquer produção visual que consegue acompanhar esse nível de carga emocional. Talvez tenha faltado isso: emoção de verdade.
No fim das contas, o lançamento acabou virando mais uma polêmica do que uma celebração. E isso levanta uma questão que sempre volta: até que ponto vale continuar explorando material antigo de grandes artistas? Existe uma linha entre homenagem e exploração, e nem sempre ela é tão clara assim.
De qualquer forma, o debate tá aí. E pelo jeito, ainda vai longe.