Petistas quebram protocolo e falam em “traição” recebida por Lula; entenda

A derrota inesperada do governo no Senado, na noite de quarta-feira, ainda tá dando o que falar em Brasília — e não é pouca coisa não. Dentro do PT, o clima ficou meio atravessado, sabe? Tem gente ali que aponta direto pro senador Rodrigo Pacheco como um dos principais responsáveis pelo tombo da indicação de Jorge Messias ao STF. E não foi qualquer derrota… foi daquelas históricas mesmo, coisa que não acontecia há mais de um século.

Nos bastidores, o comentário corre solto. Alguns petistas dizem, meio sem rodeio, que Pacheco teria feito um “teatro”. Isso por conta de um almoço com Messias e o vice-presidente Geraldo Alckmin, bem na véspera da sabatina. Na superfície, parecia apoio. Mas por trás, segundo essas versões, teria rolado uma articulação silenciosa com Davi Alcolumbre pra barrar o nome do advogado-geral da União.

Claro, do outro lado, aliados de Pacheco rebatem tudo isso. Dizem que é exagero, que não tem prova concreta e que o almoço foi sim um gesto político legítimo. E tem um detalhe importante nessa história: o voto pra esse tipo de indicação é secreto. Ou seja, fica difícil cravar quem votou contra ou a favor — o que só aumenta ainda mais as suspeitas e teorias.

Mesmo assim, o estrago político já parece feito. Pessoas próximas ao presidente Lula afirmam que a confiança em Pacheco ficou bem abalada. E em política, confiança é praticamente tudo. Sem ela, alianças começam a balançar. Já se fala, inclusive, na possibilidade do PT rever o apoio ao senador em Minas Gerais nas próximas eleições.

Minas, aliás, é um ponto-chave. Não é exagero dizer que o estado costuma ser decisivo em eleições presidenciais. Por isso, qualquer mudança de estratégia ali pode ter impacto grande lá na frente. Durante um jantar no Palácio da Alvorada, Lula teria demonstrado sua decepção de forma clara — algo que não costuma fazer com frequência em público, mas que nos bastidores pesa bastante.

No meio desse cenário meio confuso, surge também o nome de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem. Ela aparece como uma possível alternativa pra disputar o governo mineiro. Só que, pelo que ela mesma diz, não é bem assim. Marília tem resistido à ideia e adota um tom mais tranquilo sobre o episódio.

“Bola pra frente”, resumiu ela, com aquele jeito direto. Segundo a petista, é preciso aceitar o resultado, por mais duro que tenha sido. Afinal, faz parte do jogo democrático — nem sempre o Legislativo anda na mesma linha que o Executivo, e isso, de certa forma, é até esperado.

Ainda assim, ela não deixou de pontuar uma certa perda institucional. Na visão dela, o Supremo Tribunal Federal teria deixado de ganhar um nome importante com a rejeição de Messias. Uma avaliação que, diga-se, também ecoa entre outros membros do partido.

No fim das contas, o episódio deixa várias marcas. Primeiro, um recado claro de que o governo não tem controle total sobre o Congresso. Segundo, uma tensão crescente dentro das próprias alianças políticas. E terceiro, uma incerteza sobre os próximos passos — principalmente em estados estratégicos como Minas Gerais.

E olha… em Brasília, quando começa assim, dificilmente termina rápido.



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