Magno Malta aciona polícia contra técnica após ser acusado por agressão

O senador Magno Malta (PL-ES) virou assunto neste sábado (2 de maio) depois de registrar um boletim de ocorrência online, pelo site da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O motivo foi uma acusação séria feita por uma técnica de radiologia do Hospital DF Star, em Brasília. Ela afirma que teria sido agredida pelo parlamentar durante um atendimento médico. Já Malta nega tudo.

No documento enviado à polícia, o senador foi direto: disse que não bateu na profissional em momento algum. A situação começou dias antes, na quinta-feira (30), quando a funcionária decidiu procurar as autoridades e relatar o ocorrido. Segundo ela, a confusão aconteceu enquanto tentava realizar um exame no político. A versão da técnica é pesada — ela diz que levou um tapa no rosto e ainda foi chamada de “imunda”.

Magno Malta havia sido internado um pouco antes disso, após passar mal de forma repentina. No boletim que ele registrou, pediu que tudo seja investigado com calma, incluindo análise de imagens de câmeras, depoimentos da equipe médica, revisão do prontuário e até exames periciais, se for preciso. Ou seja, quer provar que sua versão é a correta.

Nas redes sociais, o senador também se manifestou. Publicou um vídeo falando sobre o caso e negando qualquer tipo de agressão. Ele contou que estava sendo atendido por causa de um problema no acesso venoso e mostrou o braço com marcas visíveis. Durante um exame com contraste — aquele líquido usado pra melhorar a imagem — teria ocorrido um extravasamento, o que pode causar dor forte e até hematomas. E, segundo a defesa dele, foi exatamente isso que aconteceu.

Os advogados afirmam que Malta estava sob efeito de medicação pesada e sentindo muita dor. A reação dele, dizem, foi ao sofrimento físico e não à profissional. Eles reforçam que não houve agressão, nem física nem verbal. Inclusive, dizem que a versão da técnica não se sustenta com provas concretas, o que levanta ainda mais dúvidas sobre o caso.

Por outro lado, a técnica mantém sua acusação. De acordo com o relato dela, o senador estava no hospital para fazer uma angiotomografia de tórax e coronárias. Ela era responsável por conduzir o exame, desde a preparação até a aplicação do contraste. Tudo seguia normal até que o equipamento indicou uma oclusão, interrompendo automaticamente o procedimento.

Quando foi verificar, a profissional percebeu que o líquido havia extravasado no braço do paciente. Situação delicada, diga-se. Ao tentar explicar que seria necessário fazer compressão no local, segundo ela, o clima mudou completamente. A técnica afirma que o senador se levantou de forma brusca e, quando ela tentou ajudar, recebeu um tapa no rosto. O impacto teria sido forte o suficiente para entortar seus óculos.

Não parou por aí. Ela também relata ter sido chamada de “imunda” e “incompetente”, o que agravou ainda mais a situação. Assustada, saiu da sala e chamou outros membros da equipe, incluindo uma enfermeira e um médico. Ainda conforme o depoimento, Malta teria recusado continuar o atendimento depois do episódio.

A profissional diz que ficou com o rosto vermelho e dolorido, além de abalada emocionalmente. Ela também afirmou ter medo de encontrar o senador novamente, o que mostra o tamanho do impacto da situação.

Enquanto isso, o hospital abriu uma apuração interna para entender o que realmente aconteceu. Já as autoridades seguem investigando o caso, que agora depende de provas, imagens e testemunhos para chegar a uma conclusão.

No meio disso tudo, duas versões completamente diferentes seguem em confronto. De um lado, um senador experiente dizendo ser vítima de uma acusação falsa. Do outro, uma profissional de saúde afirmando ter sido agredida no exercício da função. A verdade? Ainda está sendo buscada — e provavelmente vai dar o que falar nos próximos dias.



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