Lula usa às redes sociais e lamenta morte de pessoa querida: “Referência”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou o mês de maio fazendo algo que muita gente não esperava num domingo: parar pra lembrar de um dos maiores nomes da geografia brasileira. Foi no dia 3, logo cedo, que ele publicou uma homenagem a Milton Santos, que se estivesse vivo estaria completando 100 anos. A data chamou atenção de muita gente nas redes, principalmente de quem acompanha política e também o meio acadêmico.

Milton Santos, pra quem não conhece muito bem (o que já é um problema, diga-se de passagem), morreu em 24 de junho de 2001, em São Paulo, aos 75 anos. Ele lutava contra um câncer de próstata já fazia uns 7 anos, uma batalha longa e difícil. No fim, acabou tendo uma insuficiência respiratória aguda causada por uma carcinomatose. É um termo meio técnico, mas basicamente significa que o câncer já tinha se espalhado bastante. Uma situação bem complicada.

Na publicação, Lula destacou a importância da obra do geógrafo, dizendo que ela continua sendo uma referência forte até hoje. E não é exagero não. Segundo o presidente, os estudos de Milton ajudam muito a entender as desigualdades da globalização — um tema que, vamos combinar, tá cada vez mais presente nas discussões atuais, ainda mais com esse cenário mundial meio bagunçado que a gente vem vendo nos últimos tempos.

Ele também comentou que pouca gente conseguiu interpretar o Brasil como Milton Santos fez. E isso é algo que muita gente da área concorda. O cara tinha uma visão bem crítica, mas ao mesmo tempo muito realista do país, principalmente quando falava das periferias e dos potenciais que surgem desses espaços que muitas vezes são ignorados.

Lula escreveu isso tudo lá no X, que é o antigo Twitter — ainda estranho chamar assim, né? — e reforçou que, com todas essas mudanças geopolíticas acontecendo no mundo hoje, o pensamento de Milton continua atual. Não é só coisa de livro velho ou teoria esquecida em universidade, não. É conteúdo que ainda conversa com o presente.

A postagem acabou gerando bastante repercussão. Nos comentários, muita gente aproveitou pra também prestar homenagem. Teve um usuário que destacou o orgulho de Milton Santos ser um homem preto, baiano, e referência pra geógrafos negros no Brasil. Esse tipo de reconhecimento pesa bastante, principalmente num país como o nosso, onde a questão racial ainda precisa ser muito debatida.

Outro comentário chamou atenção por cobrar mais valorização dos geógrafos no Brasil. E olha, não deixa de ser verdade. Em meio a tantas áreas que recebem destaque, a geografia às vezes fica meio de lado, mesmo sendo fundamental pra entender questões sociais, econômicas e até políticas.

Teve também quem elogiou o próprio Lula, dizendo que ele demonstra ser um intelectual mesmo sem ter seguido o caminho acadêmico tradicional. Uma opinião que divide, claro, mas que aparece bastante entre apoiadores.

No meio disso tudo, fica evidente que a lembrança de Milton Santos ainda provoca reflexão. Não é só uma homenagem de ocasião. É quase um lembrete de que o Brasil já produziu — e ainda produz — pensadores de peso, que ajudam a gente a enxergar o país de um jeito mais profundo.

E sendo bem sincero, num momento em que o mundo parece meio perdido entre guerras, crises e disputas de poder, revisitar ideias como as dele talvez não seja só interessante… pode ser necessário mesmo.



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