Wanessa Camargo quebra protocolo e revela problemas com álcool: “Saiu do controle”

A cantora Wanessa Camargo abriu o coração ao falar sobre uma fase complicada que viveu anos atrás. Em entrevista ao canal Corredor 5, a artista revelou que enfrentou dificuldades com o consumo de álcool e que esse período coincidiu com o surgimento da síndrome do pânico, problema que acabou impactando diretamente sua vida pessoal e profissional.

Durante a conversa, Wanessa contou que o hábito de beber começou de forma comum, algo que fazia parte de encontros sociais, festas e eventos ligados à carreira artística. No entanto, com o passar do tempo, ela percebeu que a situação estava deixando de ser apenas diversão e começando a afetar sua rotina.

Segundo a cantora, houve um momento em que ela percebeu que precisava tomar uma atitude antes que o problema ficasse ainda maior. A reflexão surgiu enquanto comentava sobre a música “Gostar de Mim”, canção que traz mensagens ligadas ao amor-próprio e ao processo de autoconhecimento.

“A minha geração consumia muita droga, bebia demais. Daí eu quis falar um pouco sobre isso nessa letra”, explicou a artista durante a entrevista.

Apesar da declaração, Wanessa fez questão de esclarecer que nunca teve envolvimento com drogas ilícitas. Ela afirmou que sua maior dificuldade foi mesmo com a bebida alcoólica, algo que acabou se tornando mais frequente do que deveria.

“Minha questão foi mais com o álcool. Sempre gostei de beber, era aquela coisa social. Teve um momento que o álcool começou a sair do controle, mas eu já puxei a rédea. Não gosto de nada que me tire do controle”, relatou.

A filha do cantor Zezé Di Camargo lembrou que naquela época participava de muitas festas e eventos. Como consequência, passou a enfrentar ressacas constantes, mesmo quando tinha compromissos importantes de trabalho no dia seguinte. A situação começou a preocupar.

Ela contou que era comum acordar indisposta e ainda assim precisar cumprir agendas profissionais, fazer apresentações e participar de gravações. Com o tempo, percebeu que aquilo não era saudável e que precisava rever alguns comportamentos.

Foi justamente nesse período que os primeiros sinais da síndrome do pânico apareceram. Wanessa acredita que diversos fatores contribuíram para o surgimento do problema, incluindo o desgaste emocional e os excessos que fazia na época.

“Foi o início da minha síndrome do pânico. Parei de beber álcool e fiquei um tempão para retomar o consumo social de uma forma saudável na minha vida”, afirmou.

Ao analisar aquele momento com mais maturidade, a cantora disse que a baixa autoestima teve um papel importante em todo o processo. Para ela, a falta de amor-próprio pode levar uma pessoa a adotar atitudes que acabam causando sofrimento, mesmo sem perceber.

“A baixa autoestima é destruidora. A gente não acredita no próprio potencial e acaba se maltratando”, declarou.

Wanessa também relembrou outro desafio enfrentado no passado: a bulimia. Ela revelou que viveu um período marcado por conflitos internos e que chegou a desenvolver comportamentos prejudiciais relacionados à alimentação.

“Eu comia muito e depois vomitava tudo. Por um lado eu estava muito feliz e por outro estava me destruindo”, contou.

Nos últimos anos, a cantora diz que passou por um intenso processo de transformação pessoal. Hoje, afirma viver uma fase mais equilibrada, com mais consciência sobre sua saúde mental e emocional. Além disso, destacou que aprendeu a valorizar mais a si mesma e reconhecer aquilo que merece.

Wanessa também comentou sobre o relacionamento com o ator Bruno Bevan e afirmou estar vivendo um momento de felicidade na vida amorosa. Segundo ela, o aprendizado adquirido ao longo dos anos ajudou a construir relações mais saudáveis.

“Estou no dedo bom agora porque eu sei que mereço o melhor. Quando você entende que merece ser feliz, a vida te dá algo que você merece”, concluiu.

A declaração chamou atenção nas redes sociais e reacendeu debates sobre saúde mental, autoestima e os desafios enfrentados por artistas longe dos holofotes. Cada vez mais personalidades públicas têm compartilhado experiências parecidas, ajudando a ampliar a discussão sobre temas que durante muito tempo foram tratados como tabu.



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