A ativista Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samúdio, voltou a usar as redes sociais para fazer um forte desabafo após o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, de 39 anos. Dayanne é ex-esposa do ex-goleiro Bruno Fernandes e mãe de duas filhas dele. Segundo familiares, ela está desaparecida desde a última quinta-feira (2), fato que mobilizou parentes e chamou atenção nas redes sociais.
Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Sônia cobrou uma resposta rápida das autoridades de Minas Gerais e pediu que o caso não seja tratado apenas como mais um número nas estatísticas de pessoas desaparecidas. Para ela, a situação revive uma dor que nunca deixou de existir desde o desaparecimento e morte de sua filha, Eliza Samúdio.
“Há mais de 24 horas Dayanne está sendo dada como desaparecida. O Estado de Minas Gerais precisa dar uma resposta para a sociedade”, afirmou Sônia durante o desabafo. Em seguida, ela reforçou que espera uma atuação eficiente das autoridades. “O Estado não pode ser conivente com esse desaparecimento”, declarou.
A fala ganhou bastante repercussão porque Sônia fez uma comparação direta com o drama que vive há mais de uma década. Ela lembrou que, quando Eliza desapareceu, em 2010, a família passou dias sem qualquer informação concreta e, mesmo após todo o processo judicial, ainda convive com muitas perguntas sem resposta.
“Minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida e até hoje nós não temos todas as respostas. Ela virou estatística. Será que Dayanne também vai fazer parte dessa estatística? Eu espero sinceramente que não. Espero que esse caso tenha um final positivo”, disse a ativista.
O desaparecimento de Dayanne aconteceu depois que ela deixou as duas filhas na casa da mãe, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com informações divulgadas pela família, ela saiu normalmente, mas nunca mais foi vista. Desde então, parentes tentam descobrir seu paradeiro e pedem ajuda para qualquer informação que possa contribuir com as investigações.
Outro detalhe que chamou atenção foi a informação de que Dayanne teria deixado cartas de despedida antes de desaparecer. Além disso, o atual marido contou à polícia que encontrou mensagens no celular dela envolvendo supostos agiotas. As conversas seriam cobranças relacionadas a dívidas que, segundo ele, ela teria contraído recentemente.
O companheiro registrou um boletim de ocorrência na madrugada de sexta-feira (3). No relato feito às autoridades, ele informou que Dayanne havia saído de casa dizendo que iria visitar a mãe, mas não voltou mais. A ausência começou a preocupar a família, que passou a procurar por ela ainda nas primeiras horas do desaparecimento.
As mensagens encontradas no aparelho celular agora fazem parte do material que poderá ser analisado pela investigação. Até o momento, as autoridades ainda não divulgaram se existe alguma linha principal de apuração ou se há indícios de crime. A Polícia segue reunindo informações para esclarecer o caso.
O nome de Dayanne também ficou conhecido nacionalmente durante o julgamento envolvendo Bruno Fernandes. Em 2013, ela foi levada a júri popular, mas acabou absolvida das acusações. Na mesma época, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes relacionados ao desaparecimento, morte e ocultação do corpo de Eliza Samúdio, além do sequestro do filho que teve com a modelo.
Agora, mais de uma década depois daquele caso que chocou o país, um novo desaparecimento envolvendo alguém ligado ao ex-goleiro volta a gerar grande repercussão. Enquanto familiares vivem dias de angústia, a expectativa é que as investigações avancem rapidamente e tragam respostas. Sônia Fátima Moura, que conhece como poucas pessoas o sofrimento causado pela falta de notícias, disse apenas esperar que a história de Dayanne tenha um desfecho diferente daquele que marcou sua vida para sempre.