O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sendo acompanhado por médicos enquanto cumpre prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com novos relatórios entregues pela defesa ao tribunal, o estado de saúde dele permanece estável, apesar de alguns efeitos colaterais provocados pelos medicamentos que vem utilizando nos últimos meses.
Os documentos informam que Bolsonaro apresentou episódios de fadiga, sonolência e também uma leve instabilidade no equilíbrio corporal. Segundo os profissionais responsáveis pelo acompanhamento, esses sintomas apareceram com intensidade e frequência menores em comparação com semanas anteriores, o que é considerado um sinal positivo dentro do tratamento.
Mesmo convivendo com esses efeitos, os médicos afirmam que o quadro geral não sofreu alterações importantes. Eles destacam que o ex-presidente não apresentou novas queixas e segue respondendo de forma considerada satisfatória aos ajustes feitos na medicação há cerca de um mês.
O relatório elaborado pelo médico Brasil Caiado afirma que Bolsonaro demonstra uma estabilidade clínica semelhante à observada na semana passada. Ainda segundo o documento, foi possível notar uma melhora gradual em alguns problemas que vinham preocupando a equipe médica, principalmente em relação ao controle da pressão arterial e também das frequentes crises de soluço, que chegaram a causar bastante desconforto anteriormente.
Outro ponto citado no parecer é que Bolsonaro continua seguindo uma rotina de cuidados recomendada pelos especialistas. Entre eles estão uma dieta bastante rigorosa, sessões de fisioterapia, prática de exercícios físicos compatíveis com sua condição e medidas preventivas para diminuir os riscos de quedas e controlar o refluxo gastroesofágico.
O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas também entregou um relatório sobre as atividades realizadas nesta semana. Segundo ele, Bolsonaro participou de duas sessões de fisioterapia. Na primeira, realizada na segunda-feira, o ex-presidente apresentou boa mobilidade e conseguiu executar normalmente os exercícios e atividades funcionais propostas, sem relatar dores ou qualquer outro desconforto.
Já durante a segunda sessão, realizada na quinta-feira, a situação foi um pouco diferente. Conforme descreve o profissional, Bolsonaro estava mais cansado e também um pouco indisposto. Apesar disso, conseguiu concluir toda a sessão normalmente e permaneceu sem reclamações de dores. O fisioterapeuta recomendou apenas a continuidade do tratamento, entendendo que o acompanhamento segue sendo importante para sua recuperação e manutenção da capacidade física.
A divulgação desses relatórios acontece poucos dias depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente. A medida foi anunciada no início deste mês e continua em vigor enquanto seguem os desdobramentos do processo judicial.
Além das questões relacionadas à saúde, Bolsonaro também voltou ao centro das atenções nesta semana após uma operação realizada pela Polícia Federal. Na quarta-feira, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente. Durante a ação, foi apreendida uma escopeta registrada em seu nome, apontada como a última arma que ainda permanecia oficialmente vinculada a ele.
A operação teve grande repercussão e passou a ocupar espaço nas discussões políticas e jurídicas do país. Enquanto isso, os relatórios médicos apresentados ao STF servem para atualizar oficialmente as condições de saúde de Bolsonaro durante o período em que permanece em prisão domiciliar.
Até o momento, os documentos indicam que, apesar do cansaço e dos efeitos causados pelos medicamentos, o ex-presidente segue com quadro considerado estável. A expectativa agora é que o acompanhamento médico continue nas próximas semanas, com novas avaliações para verificar se os sintomas diminuirão ainda mais e se haverá evolução positiva em seu estado geral de saúde.