Master: Thiago Miranda entrega passaporte à PF e anuncia que fechou agência

Thiago Miranda e a Operação Compliance Zero: O Que Está Acontecendo?

A defesa de Thiago Miranda, publicitário e dono da agência de comunicação MiThi, anunciou que nesta última segunda-feira, dia 13, foi feito o envio do passaporte do cliente à Polícia Federal (PF). Essa ação vem em um contexto complicado, já que na quinta-feira passada, dia 9, Miranda foi alvo de uma busca e apreensão no âmbito da 10ª fase da Operação Compliance Zero. Essa operação investiga indícios de uma suposta ‘atuação coordenada em redes sociais’ com o objetivo de comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil (BC).

A Decisão da Justiça

A entrega do passaporte acontece após uma determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os pedidos da Polícia Federal foram motivados por preocupações a respeito de um possível risco de fuga de Thiago Miranda do país, algo que a PF considerou sério o suficiente para solicitar a apreensão do documento. No pedido, detalharam que havia informações circulando entre pessoas próximas a Miranda sobre uma troca de telefone feita por ele antes de ser alvo da operação que cumpriu mandados de busca em sua residência, o que levantou muitas suspeitas.

O Fim da MiThi e um Ano Sabático

Além de toda a situação judicial, Thiago também usou suas redes sociais para comunicar que estava encerrando as atividades de sua agência de comunicação, a MiThi. Segundo informações da CNN, a empresa já havia parado suas operações há cerca de dez dias. Em um tom reflexivo, ele compartilhou que estava se preparando para um ‘ano sabático’ após uma década à frente da agência. “Estou cansado. Foram dez anos ininterruptos, vivendo a agência 24 horas por dia, sem parar. Agora quero aproveitar um ano sabático antes de pensar no meu próximo negócio”, declarou em sua postagem.

O Papel de Miranda nas Controvérsias

Thiago Miranda não é apenas um publicitário; ele também teve um papel crucial na seleção de influenciadores que foram contratados pelo ex-dono do Banco Master para atacar o Banco Central e jornalistas. Durante seu depoimento à Polícia Federal, ele admitiu que era responsável pela contratação desses influenciadores e que havia apresentado um plano a Daniel Vorcaro no final do ano anterior. Segundo Miranda, isso era parte de um serviço de ‘gestão de crise’, com contratos que podiam chegar a impressionantes R$ 8 milhões.

Quem é Thiago Miranda?

A Operação Compliance Zero, que ganhou destaque na última quinta-feira, 9, tem como um de seus alvos Thiago Miranda, que é proprietário da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. O nome de Miranda aparece com frequência nas conversas obtidas a partir do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro. Além de sua atuação publicitária, ele também é sócio do Portal LeoDias, que foca em notícias do mundo das celebridades e do entretenimento. Sobre sua empresa, é interessante notar que a MiThi atende um público muito seleto, conhecido como ‘triple A’, ou seja, clientes de altíssima renda, e já trabalhou com marcas renomadas como Gucci, Balenciaga, Prada e XP Investimentos.

A Intermediação e o Projeto DV

Conforme revelado nas investigações, Miranda atuou como intermediário entre o ex-dono do Banco Master e os influenciadores que estavam envolvidos em ações após a liquidação do banco. Em mensagens trocadas, foi possível verificar que ele também tentou cooptar jornalistas que Vorcaro acusava de prejudicar sua imagem. Um exemplo disso foi a solicitação de informações sobre a jornalista Malu Gaspar, colunista de O Globo, na tentativa de impedir que ela publicasse reportagens negativas sobre o Banco Master.

O ex-banqueiro expressou a necessidade de encontrar algo que pudesse ser usado contra a jornalista, a fim de desacreditá-la. É importante destacar que as mensagens foram trocadas entre março e abril de 2025, conforme revelado pelo site Fatos Online e confirmadas pela CNN Brasil.

Conclusão

A situação envolvendo Thiago Miranda é complexa e cheia de desdobramentos. Desde a entrega do passaporte até o encerramento de suas atividades e os rumores sobre sua atuação em uma operação que visa desestabilizar uma instituição importante como o Banco Central, muitos questionamentos ficam no ar. O que mais será revelado à medida que as investigações avançam? Resta acompanhar os próximos capítulos dessa história.



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