A influenciadora canadense Rebecca Luna morreu no último dia 25 de julho, aos 49 anos, após optar pelo procedimento de morte assistida, permitido no Canadá em situações específicas. Ela estava ao lado da família no momento da despedida, conforme informou uma publicação feita em seu próprio perfil no TikTok.
Rebecca ficou conhecida nas redes sociais depois de dividir com milhares de pessoas sua rotina desde que recebeu o diagnóstico de Alzheimer de início precoce. Em 2025, o vídeo em que contou sobre a doença chamou muita atenção e passou da marca de 2 milhões de visualizações. A partir dali, ela começou a falar abertamente sobre os desafios da condição e também sobre a possibilidade de recorrer à morte assistida, assunto que sempre despertou debates entre seus seguidores.
Enquanto esse tipo de procedimento é autorizado no Canadá, desde que alguns critérios médicos sejam atendidos, no Brasil ele continua sendo proibido. Mesmo assim, Rebecca nunca escondeu que vinha refletindo bastante sobre essa decisão. No começo, a data prevista para o procedimento seria no início de agosto. Porém, segundo ela mesma explicou, a rápida evolução da doença fez com que mudasse de ideia e antecipasse tudo.
Em um de seus últimos relatos publicados nas redes, Rebecca contou que já não se sentia segura dentro do próprio corpo. Segundo ela, a sensação de desconforto aumentava a cada dia, tornando difícil continuar esperando. A influenciadora afirmou que, pela primeira vez em muito tempo, estava colocando suas próprias necessidades em primeiro lugar.
“É uma decisão difícil, porque vivo em um corpo que não me traz conforto, segurança ou bem-estar. A sensação é terrível. Por isso, a ideia de esperar mais duas semanas parecia demais. É agora que posso priorizar a mim mesma, algo que não fiz durante toda a minha vida”, declarou.

Ao longo dos últimos meses, Rebecca também compartilhou reflexões sobre o sofrimento causado pela doença. Mesmo enfrentando um momento extremamente delicado, dizia que ainda reconhecia quem era e acreditava que sua essência permanecia a mesma. Essas mensagens emocionaram milhares de pessoas que acompanhavam sua história diariamente.
Pouco antes de sua morte, ela decidiu criar uma campanha online para arrecadar recursos destinados às despesas finais. A intenção era evitar que familiares precisassem assumir esses custos em um momento tão difícil. Durante esse período, agradeceu diversas vezes o carinho recebido dos seguidores e afirmou que o apoio das pessoas fez diferença em sua caminhada.
Depois de sua partida, uma mensagem foi publicada em seu perfil oficial confirmando a notícia.
“Rebecca morreu em 25 de julho, por volta das 13h15, cercada por seus entes queridos. Obrigada pelo apoio e por respeitarem a privacidade.”
A publicação rapidamente recebeu milhares de comentários de despedida. Seguidores de diferentes países deixaram mensagens de carinho, lembrando da coragem que Rebecca demonstrou ao compartilhar um dos momentos mais difíceis de sua vida. Muitos destacaram que ela ajudou outras famílias a compreender melhor o Alzheimer precoce e abriu espaço para discussões sobre qualidade de vida, dignidade e cuidados no fim da vida.
A história de Rebecca Luna ultrapassou as redes sociais e acabou despertando um debate mundial sobre um tema delicado, que continua sendo tratado de formas muito diferentes em cada país. Independentemente das opiniões sobre a morte assistida, sua trajetória ficou marcada pela sinceridade com que enfrentou a doença e pela forma transparente com que escolheu dividir sua experiência com milhões de pessoas.
Descanse em paz, Rebecca Luna.