Lula quebra protocolo e manda recado que estava entalado na garganta: “Vai apanhar muito!”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da convenção que oficializou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Na chapa, Haddad terá como candidato a vice-governador Márcio França, do PSB. O evento reuniu importantes lideranças da base governista e acabou sendo marcado por um discurso firme de Lula sobre a soberania do Brasil e o cenário das eleições de 2026.

Durante sua fala, o presidente fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também mandou um recado ao presidente da Argentina, Javier Milei. As declarações aconteceram poucos dias depois de Milei participar de um evento do PL em apoio ao senador Flávio Bolsonaro, fato que gerou bastante repercussão nos bastidores da política nacional.

Lula afirmou que o Brasil é um país soberano e que nenhuma autoridade estrangeira deve tentar influenciar ou interferir nas decisões dos brasileiros. Segundo ele, somente a população tem o direito de escolher quem vai governar o país pelos próximos anos.

Em um dos trechos mais comentados do discurso, o presidente ressaltou que são cerca de 157 milhões de eleitores aptos a votar e que serão eles os responsáveis por decidir o futuro da nação. Para Lula, qualquer tentativa de pressão externa será rejeitada pelos brasileiros.

Apesar do tom duro adotado ao falar sobre possíveis interferências internacionais, Lula fez questão de dizer que o Brasil pretende continuar mantendo boas relações diplomáticas com todas as nações. Ele reforçou que o governo brasileiro não busca conflitos e acredita no diálogo como principal caminho para fortalecer as relações entre os países.

Outro momento que chamou atenção foi quando Lula voltou a demonstrar confiança na disputa presidencial do próximo ano. O presidente afirmou publicamente que pretende disputar a eleição de 2026 e declarou acreditar que sairá vencedor novamente.

Em tom descontraído, mas também confiante, Lula se definiu como “um jovem de 80 anos”, arrancando aplausos do público presente. A frase rapidamente ganhou espaço nas redes sociais e entre apoiadores que acompanhavam a convenção.

Além do presidente, participaram do evento diversas autoridades do governo federal, entre elas o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Todos fizeram discursos em apoio à candidatura de Fernando Haddad e destacaram a trajetória política do ex-ministro.

Os aliados lembraram a atuação de Haddad como ministro da Educação, período em que comandou importantes programas voltados ao ensino superior e técnico. Também citaram sua passagem pela Prefeitura de São Paulo e o trabalho realizado no Ministério da Fazenda, cargo que deixou em março de 2026 justamente para se dedicar à campanha ao Palácio dos Bandeirantes.

Haddad ainda carrega no currículo a disputa pela Presidência da República em 2018, quando representou o PT na eleição nacional. Agora, volta a concentrar seus esforços na política paulista, tentando conquistar novamente o comando do maior estado do país.

De acordo com o calendário eleitoral, as convenções partidárias podem acontecer até o dia 5 de agosto, data limite para que partidos e federações oficializem seus candidatos. Depois dessa etapa, as chapas seguem para o processo de registro junto à Justiça Eleitoral.

No encerramento do discurso, Lula voltou a reforçar sua posição sobre a independência do Brasil. Ele afirmou que o país continuará aberto ao diálogo internacional, mas sem aceitar qualquer tipo de influência sobre suas escolhas democráticas. Segundo o presidente, quem decidirá os rumos do Brasil continuará sendo exclusivamente o eleitor brasileiro nas urnas, durante as eleições de 2026.



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