Governo decide retirar ex-chefe de gabinete de Lula de conselho da Terracap

Mudanças no Conselho da Terracap: O que Aconteceu com Marcola?

Recentemente, o cenário político do Brasil passou por uma atualização importante com a decisão do governo federal em não reconduzir Marco Aurélio Santana Ribeiro, mais conhecido como Marcola, ao cargo que ocupava no conselho administrativo da Terracap, uma empresa pública do Distrito Federal. Essa decisão marca um novo capítulo na trajetória de Marcola, que havia sido ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Fim do Mandato

O mandato de Marcola no conselho chegou ao fim em abril deste ano, mas ele continuava a desempenhar suas funções enquanto o Palácio do Planalto não indicava um novo nome para a posição. A Terracap, por sua vez, decidiu prorrogar sua permanência até que uma decisão final fosse tomada, seja pela escolha de um sucessor ou pela própria recondução de Marcola.

Entretanto, o Planalto confirmou que a decisão de substituir Marcola se deu em virtude de sua saída da gestão federal. Ele deixou o cargo em 21 de julho para se juntar à equipe de campanha à reeleição do presidente Lula. Em uma nota, o governo esclareceu que os assentos representativos da União em conselhos públicos são destinados a servidores formalmente nomeados, seguindo os requisitos legais e normativos. Assim, qualquer vaga ocupada por pessoas que deixaram a administração federal deve ser automaticamente substituída.

A Terracap e seu Papel

A Terracap é uma estatal que desempenha um papel crucial na administração de terras e imóveis públicos no Distrito Federal. Sendo a União acionista da empresa, ela possui o direito de indicar representantes para o conselho. Marcola estava na equipe administrativa da estatal desde julho de 2023 e já havia sido reconduzido ao cargo durante a atual gestão do presidente Lula. Contudo, o governo não revelou quem será o novo indicado para o conselho da Terracap.

Polêmicas em Torno de Marcola

Recentemente, o nome de Marcola ganhou destaque na mídia após a revelação de que ele recebeu repasses financeiros da empresária Roberta Luchsinger, que é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o conhecido Lulinha, filho do presidente. Roberta foi apontada como lobista nas investigações da Polícia Federal relacionadas a fraudes no INSS.

A Polícia Federal está investigando se Roberta e Lulinha estiveram envolvidos em atos de corrupção e se trabalharam em conjunto com Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Marcola, por sua vez, admitiu que recebeu repasses de Roberta e explicou que essas transações se referiam a um empréstimo pessoal, que segundo ele, era totalmente legal. Ele expressou surpresa com a repercussão do caso, ressaltando em uma nota que nunca teve qualquer relação que configurasse ilegalidade em sua função.

Uma Decisão Pessoal

Após a revelação do empréstimo, Marcola decidiu deixar sua posição na equipe de campanha do presidente Lula. Segundo informações apuradas pela CNN, a escolha de deixar a campanha foi dele mesmo, com o objetivo de “preservar Lula e a campanha”. Apesar disso, a direção da campanha tinha decidido mantê-lo nas funções de coordenação da agenda eleitoral, alegando que não havia evidências de irregularidades e que era importante respeitar a presunção de inocência.

A Trajetória de Marcola

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, tem uma longa trajetória de trabalho junto ao PT e ao presidente Lula, iniciando em 2017. Ele foi coordenador-executivo das caravanas de Lula pelo Brasil até 2018. Durante o período em que Lula esteve preso em Curitiba, Marcola foi um dos principais assessores do presidente, sendo responsável pela comunicação com familiares e aliados de abril de 2018 a novembro de 2019.

Desde o início de 2023, Marcola estava envolvido na atual gestão de Lula, atuando na chefia do gabinete presidencial, onde organizava a agenda do presidente e ajudava na redação de pronunciamentos, além de servir como um canal direto para contato com Lula.



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