A atriz Luana Piovani voltou a chamar atenção nas redes sociais nesta sexta-feira (7/8) ao se manifestar sobre um assunto que vem provocando muita discussão no Brasil: a permanência do Discord em funcionamento no país. Ela se juntou às críticas feitas pela primeira-dama Janja da Silva e defendeu que a plataforma seja bloqueada diante de denúncias envolvendo conteúdos considerados perigosos dentro de grupos e comunidades virtuais.
O assunto ganhou ainda mais repercussão depois do caso de uma menina de 13 anos, que morreu durante uma transmissão ao vivo no aplicativo. A tragédia provocou indignação e levantou novamente o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de crianças e adolescentes.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Luana falou de maneira bastante direta sobre o episódio. A atriz relembrou que, na visão dela, o caso representa mais uma tragédia envolvendo jovens e também animais, e questionou por que as autoridades ainda não teriam tomado medidas mais duras contra o serviço.
“Alguém me ajuda a movimentar esse país, por favor!”, pediu a atriz durante a gravação.
Na sequência, Luana fez críticas ainda mais fortes. Para ela, os acontecimentos relacionados a determinados grupos da plataforma já ultrapassaram o limite de algo que possa ser tratado apenas como um problema isolado da internet.
“Parece roteiro de filme de terror. Por que não encerra esse serviço do Discord?”, questionou.
A atriz também levantou dúvidas sobre os interesses financeiros que poderiam existir por trás da manutenção da plataforma no Brasil. Ao mesmo tempo, destacou que o país teria condições de tomar decisões próprias quando situações graves acontecem.
“Com certeza tem muita gente ganhando dinheiro, mas o Brasil não é um país soberano?”, declarou.
Luana ainda perguntou quantos outros casos envolvendo crianças, adolescentes e animais seriam necessários para que alguma providência fosse tomada. O tom do pronunciamento foi de cobrança e indignação, principalmente diante da quantidade de relatos que, segundo ela, circulam pela internet.
Durante o vídeo, Piovani citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério Público Federal e integrantes do Supremo Tribunal Federal, entre eles o ministro Flávio Dino. Também mencionou a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), cobrando uma reação das autoridades e dos representantes políticos.
Segundo a atriz, existiriam centenas de relatos e vídeos relacionados a grupos dentro do Discord. Ela afirmou ainda que haveria situações em que crianças e adolescentes seriam influenciados por outras pessoas dentro da própria plataforma.
“São centenas de relatos e vídeos desses grupos. Então por que não acabar com o provedor desses grupos? Queria que alguém me respondesse”, afirmou.
A declaração rapidamente repercutiu entre os seguidores e reacendeu uma discussão que não é nova: até onde vai a responsabilidade das empresas de tecnologia sobre o conteúdo compartilhado por seus usuários?
O caso também coloca em evidência a dificuldade de proteger menores de idade em ambientes virtuais, principalmente quando existem comunidades fechadas, transmissões ao vivo e conteúdos que podem escapar rapidamente do controle.
Ao finalizar o desabafo, Luana resumiu o sentimento de indignação diante de tantos episódios graves. Para ela, a palavra “tragédia” já não parece suficiente para descrever a quantidade de situações denunciadas.
“‘Tragédia’ já perde até o sentido, porque são tantas”, concluiu a atriz.
A repercussão do caso mostra mais uma vez que o debate sobre segurança digital, principalmente envolvendo crianças e adolescentes, está longe de terminar. Agora, a pressão fica voltada para as autoridades e para as próprias plataformas, que precisam responder aos questionamentos sobre como estão lidando com denúncias e conteúdos potencialmente criminosos.