Donald Trump é transferido às pressas para outro avião na Turquia após ameaça de míssil

A possibilidade de um ataque com míssil contra o avião de Donald Trump fez autoridades dos Estados Unidos tomarem uma decisão bastante discreta durante a saída do presidente da Turquia, em julho. A informação, que veio a público nesta semana, mostra que a segurança americana chegou a considerar um risco real para o deslocamento de Trump depois da cúpula da Otan, realizada em Ancara.

Segundo informações de fontes do governo americano divulgadas pela CNN Internacional na quarta-feira (12/8), havia um alerta sobre a possibilidade de um “míssil portátil” atingir o Air Force One. O aviso teria acontecido justamente no último dia do encontro da Otan, quando Trump já se preparava para deixar o território turco e seguir viagem.

A situação exigiu uma operação cuidadosa. O Serviço Secreto dos Estados Unidos, junto com militares, decidiu retirar o presidente do avião presidencial sem chamar atenção. A preocupação principal era evitar que qualquer movimentação diferente fosse percebida por pessoas que estavam no local ou até mesmo acompanhavam a viagem pela imprensa.

Trump havia chegado à Turquia a bordo de um Boeing 747 que foi doado pelo Catar. A aeronave chamou bastante atenção desde que passou a fazer parte dos planos de transporte presidencial americano, mas ainda não contava com todos os equipamentos de proteção presentes no antigo Air Force One.

Foi justamente essa diferença que aumentou a preocupação das autoridades. Diante do alerta, Trump acabou sendo levado para outra aeronave, um C-32A, avião militar menor que estava próximo da pista. O curioso é que tudo teria sido feito de maneira quase cinematográfica, para que ninguém percebesse a troca.

De acordo com informações publicadas pelo The Washington Post na segunda-feira (10/8), Trump deixou o Boeing 747 utilizando um caminhão de serviço. A escolha do veículo ajudou a esconder o deslocamento do presidente e evitou que ele fosse visto entrando em outro avião.

Enquanto isso, o Boeing 747 continuou sendo preparado normalmente para a viagem. Por volta das 20h44, no horário local, a aeronave decolou de Ancara sem Trump. Dentro do avião estavam integrantes da equipe da Casa Branca, militares e jornalistas que acompanhavam a agenda presidencial.

Muitos dos jornalistas, inclusive, não sabiam que Trump já havia deixado o avião. Isso mostra o tamanho do cuidado adotado durante a operação. Para quem observava de fora, tudo parecia seguir o roteiro habitual, com o avião presidencial deixando a Turquia como estava previsto.

O episódio também levantou novas discussões sobre a segurança de Trump e sobre a utilização do Boeing 747 doado pelo Catar. Uma aeronave usada pelo presidente dos Estados Unidos precisa contar com uma série de sistemas capazes de proteger o chefe de Estado em diferentes situações, principalmente durante viagens internacionais.

Embora as autoridades não tenham divulgado publicamente todos os detalhes do alerta, a possibilidade de um ataque com míssil portátil foi tratada com seriedade. O caso só ganhou conhecimento do público dias depois, através das reportagens da imprensa americana.

A troca silenciosa de aeronave mostra como operações de segurança presidencial podem acontecer longe das câmeras. Em alguns momentos, nem mesmo pessoas que estão acompanhando o presidente sabem exatamente onde ele está ou qual será seu próximo deslocamento.

O episódio ocorrido na Turquia acabou se tornando mais um capítulo envolvendo a segurança de Trump em suas viagens internacionais. A decisão de usar um avião menor, enquanto o Boeing 747 seguia seu caminho, foi uma medida preventiva e bastante incomum, mas considerada necessária diante do alerta recebido pelas autoridades americanas.



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