Homem é preso por se passar por veterinário e realizar cirurgias ilegais
No dia 10 de julho de 2023, uma situação alarmante ocorreu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde um homem foi detido por se passar por veterinário e realizar cirurgias em gatos sem a devida autorização. A prisão foi feita em flagrante, durante um procedimento cirúrgico em um gato, e levantou questões sérias sobre a segurança dos animais e a atuação de profissionais na área de Medicina Veterinária.
O Caso
O homem, identificado como Daniel do Nascimento Soares Bittencourt, foi preso após as investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Durante a audiência de custódia, realizada no dia 12 do mesmo mês, ficou claro que ele não possuía a habilitação necessária para exercer a profissão e estava utilizando o registro de um veterinário legítimo. Essa revelação trouxe à tona a gravidade da situação, uma vez que ele mantinha uma clínica própria e se apresentava como especialista em diversas áreas da medicina veterinária, incluindo ortopedia e cardiologia.
Como Tudo Aconteceu
De acordo com o relato de testemunhas, Daniel já havia realizado outros procedimentos cirúrgicos antes de ser detido. Ele se passava por um profissional competente, o que gerou confiança em tutores de animais que buscavam ajuda para seus pets. Num desses casos, uma mulher levou sua gata para ser atendida por Daniel, que alegou ter realizado uma cirurgia na perna do animal, utilizando dois pinos. No entanto, a situação se agravou quando, após alguns dias, a tutora percebeu que a pata da gata apresentava sinais de necrose e, ao procurar outra clínica, descobriu que os pinos mencionados não haviam sido implantados.
Conseqüências e Investigação
Infelizmente, a pata da gata evoluiu para um estado crítico e precisou ser amputada. Após essa descoberta, a tutora decidiu investigar o número de registro profissional que Daniel usou, apenas para descobrir que pertencia a outro veterinário. A partir daí, a Polícia Civil começou uma fiscalização na clínica de Daniel e encontrou medicamentos vencidos, falta de equipamentos adequados para esterilização e, ainda, a ausência de alvará de funcionamento e licença sanitária.
A Audiência e a Decisão Judicial
Durante a audiência de custódia, Daniel alegou ter sido agredido por um policial civil, o que resultou em uma lesão em seu joelho esquerdo. O juiz, no entanto, decidiu que a liberdade de Daniel representava um risco à continuidade de suas práticas ilegais e à segurança de outros animais, destacando que a dinâmica do caso indicava um padrão de conduta que poderia levar a mais delitos.
Histórico Criminal
Ainda de acordo com a Polícia Civil, Daniel não é um novato nesse tipo de prática. Ele possui um histórico criminal que inclui pelo menos 11 registros de ocorrências por crimes como exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica, estelionato, e até crimes ambientais. Com isso, ele foi autuado em flagrante por diversos delitos, incluindo maus-tratos a animais e crimes contra as relações de consumo. Além disso, sua clínica foi interditada, encerrando assim suas atividades fraudulentas.
O Futuro da Investigação
A Justiça já iniciou os procedimentos necessários para investigar a conduta dos policiais envolvidos na prisão de Daniel, uma vez que houve alegações de violência durante a detenção. Contudo, a principal preocupação gira em torno da segurança dos animais e da necessidade de regulamentação e fiscalização mais rigorosa na área veterinária, para evitar que situações como essa se repitam.
Considerações Finais
Esse caso serve como um alerta para todos os tutores de animais: a importância de verificar a credencial e a experiência dos profissionais que cuidam de seus pets. O que aconteceu em Duque de Caxias é um exemplo do que pode acontecer quando a fiscalização falha, e o bem-estar dos animais fica em risco. Se você perceber algo suspeito ou irregular em relação ao atendimento do seu animal, não hesite em denunciar. A proteção dos nossos amigos de quatro patas deve ser sempre uma prioridade.